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Aquela Runner Obcecada

Aquela Runner Obcecada

Sobre Lesões e como estou a lidar com elas

Boa noite,

 

Uau e a Miriam está viva! Após longas semanas sem publicar nada, por falta de tempo devido ao novo trabalho, entre treinos e ser uma fada do lar, eis que hoje decidi vir aqui dar um oi. 

 

Hoje falo um pouco sobre a minha condição física actual e sobre as lesões que todos nós conhecemos e que infelizmente me apanharam este verão...

É sabido pela maioria da população que as lesões são resultado de sobrecarga de treino/trabalho ou resultado de pequenos acidentes que impossibilitam o normal funcionamento muscular...

Bem no meu caso desde Abril, após as minhas quedas no trail da Lousã e após intensos treinos por falta de juizo na cabeça, aqui estou eu a lamentar a impossibilidade de poder correr, a impossibilidade de ir à tão afamada meia maratona do Porto que andei em pulgas para fazer e por burrice, não posso ir.

Vamos lá por miúdos...

 

Quando fiz o trail da Lousã, cai 6 vezes, sendo que a última, mais grave abri um joelho, ficando basicamente tudo à mostra. Durante 27 km corri com o joelho inchado e a sangrar, e o que fiz eu no final da prova, peguei na minha medalha, fui ao banho e fui para casa. Gelo? Desinfecção da ferida?Meter um penso ou uma gaze? Não... Perco demasiado tempo com isso. Não fiz absolutamennte nada. Meti gelo em algumas esporádicas situações em que fui obrigada tais eram as dores. Durante os dias subsquentes à prova continuei a treinar e por aí em diante... Andei realmente bem em muitas situações, mas em junho começaram a aparecer dor intensas no joelho e na coxa direita. A dor na perna associei às dores musculares derivadas do treino, e andava a treinar intensamente na pista pensei que fosse disso. O joelho começou a preocupar, mas aguardei que passasse. 

Acontece que o mês de Junho foi passando e as dores no corpo acumulavam... Pensei que estava a ter um problema com a recuperação muscular e eis que a Jéssica Augusto me recomendou um suplemento para recuperar mais rápido...Assim pensei...

 

Chegou-se Julho e com ele a prova da Costa Nova, a qual aguardei anciosamente  e mal raiou o dia, fui trabalhar com as típicas dores no corpo... E eis que a prova chegou e eu estava pior que um caco. Sentia dores intensas no joelho e comentei com os meus colegas que estava a pensar fazer um raio X ao joelho, a juntar à festa sentia as pernas pesadíssimas, muito doridas e sem energia... Sabem aquela sensação de dor aguda combinada com pernas extremamente cansadas após um longo dia de trabalho  e após correr uma meia maratona, foi assim que iniciei a corrida na costa. Com dores inexplicáveis e com o calor sórdido que se fez sentir. Terminei a prova em 8º lugar, fazendo um tempo de treino o que me deixou desolada e a chorar no fim da prova..

Os dias passavam e continuei a insistir nos treinos mais forte que nunca, mas sempre com dores, melhorei a alimentação e reduzi o numero de km's semanais,a  coisa ajudou, mas as dores persistiam. MIRIAM sua burra, sempre a pensar que eram dores musculares...

Em ínicios de Agosto, com o aproximar da corrida do festival do bacalhau, ponderei fazer uma massagem desportiva tais eram as dores e fui perguntando sobre eventuais locais para o fazer... Assim foi...

Primeira ida à massagem:

-contraturas nas costas;

-bursite no joelho ou edema;

-coxa direita mialgia...

 

Mas não não era nada disto...

 

Fui mais duas vezes, mas as dores persitiam e também não parei de treinar...

 

O dia da prova em Ílhavo, fui com quinésio nos locais doridos, ao 1º e 2º km entre os 3'38 km/min sempre a rir, quando começa a surgir a fisgada na coxa e o joelho começa a falhar...Não desisti pela força da minha cabeça, porque se fosse pelo meu corpo parava naquele 3º km... Terminei a prova em sofrimento, em 4º lugar e novamente com tempo de treino e a chorar... Terminei a mancar e corri quase a mancar...

 

Cheguei ao ponto em que, não, não é normal.

 

Pedi ajuda ao meu coordernador  e logo na quarta feira começou a levar -me para tratamento para um dignóstico mais certo.

Tinha/tenho uma hoffite no joelho, que se trata numa inflamação já avançada mas que felizmente passa com fisioterapia. Mesmo assim tenho de fazer ecografia para ver se não houve traumatismo, porque tenho os joelhos muito assimétricos e as rótulas a fugir para os lados...

 

Na coxa.. A razão das dores de meses, trataram-se de uma rutura muscular que eu ignorei associando a dores musculares, a que evolui para uma fibrose, que ao correr causa dor na perna desde o gémeo até à minha lombar, causando fisgadas e contraturas.. Descrevo com uma dor aguda...

 

Agora a melhor/pior parte...

 

A minha linda coluna de ferrinhos de titânio tem piorado a minha escoliose, sim tenho escoliose, tenho a coluna a ficar muito aos S. A minha assimetria nas pernas é de um cm à vontade e essa é uma das principais razões pelas quais as minhas lesões agravaram...

 

Soluções, parar 3 semanas para traanto intensivo, usar palmilhas ortopédicas, tratar as lesões e futuramente fazer sessões de osteopatia e a mais assustadora das mudanças será voltar ao bloco operatório, sim vou ter mesmo de ser operada e retirar o titânio porque tem prejudicado a 100% toda a minha vida, e sim não é impossível viver uma vida normal com próteses, mas ultimamente o meu corpo tem se ressentido e não é isso que se pretende... Ser operada pela segunda vez assusta-me de coração... Mas lá terá de ser...

 

E bem bem basicamente foi isto. Os treinos têm sido à base de caminhadas, bicicleta e trabalho de abdominal...Mas confesso que estou a ficar doida e meia depressiva com a ausência do running... Não sei explicar, mas tem sido díficil...

 

Por isso gente, não sejam como eu, não ignorem o corpo, não se enganem a vocês, se têm um problema vejam isso, ou acabam como eu, parada, obrigada a fazer tratamentos de fisioterapia e be-se lá mais o quÊ para poder fazer aquilo que mais gosto na vida, correr. Lesões há muitas, o corpo é só um, e basta uma lesão para vos derrubar.

 

Ouçam o corpo e respeitem-no, podem parar semanas ou meses, mas é pior parar o resto da vida,

 

Um beijinho e desculpem a ausência.

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