Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aquela Runner Obcecada

Aquela Runner Obcecada

De mãos dadas com a ansiedade

Uau.

 

Há quanto tempo não vinha cá publicar. Tudo tem uma razão, um motivo, um fim.

2016 passou, 2017 foi um ano intenso em todos os níveis, e verdade seja dita que há tanto tempo não vinha aqui e deparei-me com um comentário infeliz. Porém a vida continua, e a minha "consciência" não podia  estar mais limpa que nunca.

Porém o que venho aqui falar é algo que é comum a muita gente.

Ansiedade e as crises.

 

Nunca disse a ninguém, ou sequer procurei ajuda clínica para as minhas crises de ansiedade, porque de certa forma eu conseguia controlá-la.

Este ano houve finalmente a abertura de concurso público para oficiais de justiça. Quando o concurso abriu eu estava a trabalhar numa empresa como administrativa e tinha responsabilidades acrescidas e o ambiente de trabalho era algo que não conseguia digerir, nada com as colegas de trabalho, porque foram incríveis, mas sim como as coisas de processavam. Adiante. Tudo isto contribuiu para eu andar num stress caótico com a minha própria cabeça, pois durante esses meses andei numa panóplia de acontecimentos...

 

Com a abertura do concurso, decidi por não continuar na empresa e arriscar em ingressar no concurso e assim foi.

Passou-se algum tempo e eis que dou por mim na sala de realização da prova de acesso. Pois a pessoa não pode somente ter a licenciatura, tem que fazer uma prova de modo a avaliar os conhecimentos. 800 candidatos, 400 vagas. Conseguem perceber a minha frustração no meio disto? Eu sou uma pessoa que tem pouca confiança. Sentia-me insegura. A prova foi realizada em 8 de Julho, no dia a seguir ao meu aniversário. No dia do meu aniversário senti-me a pessoa mais melancólica do mundo. Sabia que tinha estudado pouco, pois o meu tempo era dedicado ao trabalho, e quanto mais trabalho mais stress, mais treino...

Comecemos por aí...

Eu estudei muito pouco para o exame, de tal forma que o mesmo correu mal... Todavia mal ou bem consegui ser admitida. O exame de forma muito geral era dificil e com isto muita gente não passou. Azar de uns, sorte doutros.

 

Adiante...

 

Passemos agora à outra fase. Após saber que tinha sido admitida restava apenas concorrer aos lugares desejados e após, sairiam as listas de colocações.

Como o processo de ingressar no tribunal iria demorar algum tempo e eu não podia estar sem trabalhar (pois a pessoa não vive do ar), andei numa busca por trabalho temporário, ou melhor dizendo trabalho de Verão.Não ia estar de papo para o ar.

Inicialmente era para trabalhar na Figueira da Foz no casino, na vez disso acabei a trabalhar numa padaria e a par com isso, não satisfeita achei uma exelente ideia fazer serviço em casamentos, que mais não é do que trabalhar como uma negra...

 

Comecei os dois trabalhos em Julho...

 

Após ter saido do ginásio e perdido peso, comecei a correr novamente bem e sem lesões... Mas a partir de meados de Agosto comecei a sentir dores nas pernas, mais precisamente nos gémeos.

Houve mesmo um dia em que estava na pista com o meu amigo Pedro e sentia dores nos gémeos. Não era nada muscular...E lembro-me do Pedro dizer que eu corria muito porque tinha o gémeo bem desenvolvido... Não era bem assim.. Não me lembro de ter as pernas assim tão cheias...

Entre trabalhar todos os dias, sendo que de sabado para domingo trabalhava nos dois lugares (era sair da padaria,fardar-me para o casamento e sair do casamento para abrir a padaria). Sim eu era responsável por abrir a padaria. Tão grande acresceu a responsabilidade que a minha patroa deixava-me sozinha na padaria. Em pleno Verão, numa altura em que o movimento afluia... E eu sozinha numa padaria gigante. Pequeno almoço? Impossível . Almoçar , ou era as 4 da tarde ou não comia. Comecei simplesmente a retroceder. Uma pessoa que teve anorexia vê-se na iminência de não comer, começa a regredir porque o peso vai diminuindo e eu não tinha tempo para espirrar quanto mais enfiar algo na boca. Foi inevitável. Com  tanto trabalho eu comecei a deixar de comer e inevitavelmente a fome era nula ou inexistente.. Quem passa por isto sabe que não é fácil comer...

 

Mas houve um dia...

 

Eu continuava a trabalhar feita louca, a comer pouco e mal, a dormir entre 3 a 4 horas... continuava a treinar feita tola, a dar as caminhadas com a amiga.. Basicamente eu andava a fazer tudo.

Eis que chegou uma altura na padaria em que houve a festa da terra e como eu não sei dizer não, acabei por fazer os dois horários. Trabalhar de manhã  e à noite ...E ficava mesmo a dormir na padaria,uma hora senão mesmo com a roupa no corpo vestida...

Na altura trabalhava uma brasileira no turno da tarde, e ali a dita cuja não fazia o trabalho da tarde... O que se passava assim era que além de ter todo o trabalho da manhã, ainda tinha de ter o cuidado de organizar tudo o que ficava por fazer da tarde (o que envolvia ter os locais de manuseamento de alimentos limpo, arcas cheias,lixos devidamente no lixo...) O que não acontecia e para meu mal, sendo eu obecada com limpeza e organização ficava completamente descordenada da cabeça.

Houve um dia em que  a padaria encheu de tal forma que eu nem sabia onde me meter. A padaria tem duas salas... Nesse dia encheram as duas,fora as pessoas em pé...Nesse dia tinha a padaria organizada como o usual, isto dito de curto modo, tinha frios  a repôr entre outras coisas por fazer... Para quem trabalha, ou já trabalhou na restauração consegue entender os dilemas de não ter condições para trabalhar...

O que aconteceu nesse dia, é que um maldita peça da máquina de fazer sumo e o desejo dos clientes (a maioria emigrantes), juntou-se. Nesse dia toda a gente parecia ter acordado com desejo ânsio de beber sumo de laranja e comer torradas... Agora imaginemos que a padaria tem mais de 8 mesas , nunca contei e tem bem mais, e cada mesa pedia 5 ou 6 sumos naturais mais x torradas... Eu memorizava os pedidos e a ordem de atendimento, mas alguém não soube deixar as coisas organizadas para o dia seguinte... E com isto o que aconteceu?

Tive uma crise desde há anos... Comecei a hiperventilar, a chorar e quase desmaiei porque não aguentei a pressão. Foi um dia infernal em que juro por Deus que não fui gritar e partir tudo porque consegui regressar a mim própria... Tive 5 minutos assim sem saber se estava a respirar e a ficar branca... Não por uma peça, mas pelo transtorno de estar sozinha e sem saber o que fazer. Porque eu sou imperativamente responsável e sinto a necessidade de ser boa  a desempenhar determinada função. Eu exigo mais de mim e exigo ser eficiente nem que isso me custe a saúde e foi isso que aconteceu...

Estes últimos meses andei de mãos dadas com a ansiedade e tudo o que ela acarreta. Andei irritável, com crises de choro umas vezes e de repente super alegre...Não dormia o suficiente... Cheguei a adormecer para ir trabalhar tal era o meu ritmo de vida...Todos os dias...Todos... A acompanhar isto tudo uma péssima gestão dos patrões, que juro que nunca tal vi...Coisas que vi e que ouvi foram o culminar de muitas emoções.

No meio disto tudo, da exaustão o corpo começou a falhar.

As tais dores nos gémeos... Bem basicamente este estilo de vida nas férias conseguiu tirar-me alguma saúde...E as pernas incharam... Criei edemas nas pernas, mais não é que um acumlar de ácido lático (derivado dos treinos) e o sangue a acumular... Não conseguia correr sem uma dor que fosse, porém eu ia na mesma...Porquê? Porque a minha única maneira de controlar as crises era a corrida. Sempre foi...Porque ninguém olha para mim e diz que eu sou workaholic, só quando me vê a trabalhar é que percebe que eu tenho uma genuína afinidade com o trabalho, mesmo que ganhe uma miséria... Sou uma pessoa que exige perfeccionismo... E deixei-me ir. Até atingir a rutura total. Recentemente tive algumas sessões de fisioterapia para recuperar alguns dos danos resultantes deste estilo de vida frenético...

 

E as opinões dos especialistas são cruas e duras. Nunca vais melhorar este problema quando não parares e tendo em conta a tua situação... (e agora falando da coluna).

 

Já faz algum tempo em que sofri o acidente. Remontando em 2014 ... Agosto. Dia 31 tive um acidente estúpido...O maldito acidente de karting. Muita coisa mudou desde aí... Senti-me abençoada por ter tido sorte em não ter ficado de cadeira de rodas,uma vez que no dia do acidente cometi vários erros, como sair do kart a andar e caminhar uma série de minutos...

Em Setembro fui operada, e mal tive alta, isto depois de reaprender o básico (caminhar...), tive a cominação de que após um ano da operação deveria ser operada para remover o  material... Portanto em 2015 deveria ter sido operada para remoção do material e não aconteceu...Fiz o último TAC em 2015, exame que serviria de base para seguir os pressupostos...Mas os anos passaram e chegamos a 2017 quando os problemas começaram a aparecer (as chamadas sequelas que a médica falou que surgiriam se não tirasse o material...) Ovbiamente continuei a vida normal como qualquer jovem, continuei a correr e a trabalhar...

Quando comecei a sentir dores agudas na coluna,especialmente a treinar em pista comecei a preocupar-me. E por vezes podia estar sentada e surgir espamos na coluna o que não era normal... A minha escoliose piorou e correr começou a tornar-se díficil...A verdadeira rutura deu-se este Verão, onde eu expus o corpo a um nível de exaustão elevado... Tive algumas sessões de fisioterapia onde as razões eram sempre as mesmas. Enquanto tiveres isso na coluna vais andar sempre contraída e os nervos comprimem e o sangue não irá circular etc etc... Como é óvbio o problema maior não era só eu ter titânio na coluna, porque é possível viver com material na coluna,na perna onde quer que seja. No meu caso o corpo está a rejeitar porque aqui a pessoa não pára um segundo. Eu respiro trabalho e descarrego os meus depósitos nos treinos. Por vezes vou além do que me me deveria permitir ir... Simplesmente exagero. Nada disto é novidade para vocês que me acompanham...

 

Então...

 

 

Com este post quero explicar algo...

 

Quando fui para o ginásio engordei...

 

Devo ter chegado aos 63 kg. A  minha roupa deixou de ser larga para assentar no meu corpo... Basicamente os meus 57 kg foram para a casa dos 60 e isso fez-me confusão, porque eu tenho a mania da perfeição e enraizei a ideia de ser magra porque cresci a ouvir que era magra... Portanto se eu estivesse mais forte era sinónimo de que eu estava a falhar...O pior foi ver fotos minhas e ouvir comentários de que estava mais jeitosa e redondinha...Não é o que uma ex-anoretica quer ouvir e foi aí que comecei novamente a exagerar, porque sentia uma necessidade insana de perder peso para "ontem". Comecei a deixar de comer e a auto-medicar-me com um anti-depressivo que me punha literalmente a dormir... Lembro-me bem de que no dia da Meia Maratona de Cortegaça em que acompanhei a Mariline fui em jejum...Não almocei e fui jantar a casa do namorado e acho que comi uma fatia de pizza...Muito por insistência dele...

Os meus níveis de ansiedade subiram... Sentia-me verdadeiramente em baixo. Porque eu tinha engordado e não sabia porquê...

E eis que chego ao dia 21 de Novembro...

 

Após 5 meses de trabalho dia sim dia sim, sem dormir o suficiente e comer pouco finalmente vou de férias forçadas...

Procurei ao final de vários meses de insistência insistir na operação que acabou por ficar esquecida (isto porque o nosso SNS é top #soquenao). E eis que chegamos ao dia 22 de Novembro... Em que irei ser operada...

Podia dizer que estou feliz, eu até estou...Sinto que vou ficar melhor, no entanto ao mesmo tempo penso... Vou ter de parar.. E se correr mal? E se e se.... Tenho medo, medo de não voltar a correr.

 

Correr é a minha paixão, porque desde pequenina que correr me vai nas veias. Sempre fui a menina atípica que gostava de correr contra os meninos e ganhava e a menina que corria à chuva porque se sentia plena...Hoje em dia correr à chuva é o que mais gosto, porque devolve-me a infância e traz-me alguma paz... Aquela paz em que quando corria era porque amava, hoje corro para não me sentir culpada por comer como uma pessoa normal, apesar de que a principal motivação que me leva a correr é mesmo por eu encontrar-me a mim propria e a sentir-me em paz comigo e com os outros...

 

E chegamos aqui , escrevo isto em modo desabafo porque estes últimos meses foram intensos...Porque simplesmente os nervos apoderaram-se de mim e fiz os possíveis para não ter um esgotamento mental.. E para evitar isso usei a corrida, evitei o esgotamento mental, mas consegui o esgotamento físico, em que não tenho reservas nem mais capacidade para fazer um km sem ser  a chorar... Por incrivel que pareça, os meus tempos nas séries melhoraram...Porque às vezes eu separo a dor, da dor...

 

Sou demasiado exigente, com as pessoas no geral... Mas de mim espero sempre dar tudo. Ou eu dou tudo ou sou uma falhada...

 

Mas....

 

O post já vai longo e só queria dizer isto... Tudo em excesso faz mal...Já me dizia há algum tempo um seguidor no instagram que eu poderia vir a sofrer com o excesso de trabalho... No meu caso foi o cumular de toda uma panoplia de stress e acontecimentos que fizeram com que chegasse ao dia 21 e desistisse do treino... Pela primeira x em muitos meses decidi ceder... E porquê? Porque o corpo grita que nao aguentava mais e eu ignóbil não quero saber do que me diz, pois o primordial é não engordar e continuar o compromisso de ser uma boa atleta...

 

Portanto não me alongando mais, amanhã pelas 11 da manhã irei remover o material e espero que consiga ultrapassar esta fase...

 

Obrigada a quem leu até ao fim e a quem não irá julgar os meus atos.

 

 

Miriam Martins

Aquele segredo obscuro que precisava de contar

Olá peeps

 

Após o post em que relato a minha experiência com Overtraining,  já trago boas notícias.

Compreendi que o descanso é essencial. Fiz natação durante uns dias e respeitei o descanso e a alimentação. Na parte da alimentação estou a tentar melhorar porque nem sempre tenho a fome que devia ter.

Sobre um assunto que venho falar e acho que devia falar. Para mim não é orgulho nenhum mas siga.

 

O ano de 2016 foi super díficil para mim. Se posso dizer que foi chegou a ser tão mau quando como tive anorexia, esteve lá perto. Tive uma recaída após o acidende de kart e na altura perdi um pouco mais de 10 kg. Acho que na altura andei apagada, mas sempre  a esconder isso. Quando acabei a licenciatura que tanto me custou em termos de ter de lutar para a conseguir, tanto que tive de abdiqar de ter exelentes notas por ter de trabalhar... Coisas a parte. Terminei a licenciatura e aventurei-me antes de a terminar de sair de casa dos meus pais. Erro número 1.

Depois foi  a procura de trabalho, ter passado de padaria para escritório de advogados, café... A altura da corrida da Bosh. É dessa altura. Se fosse remoer o passado, estava aqui até amanhã.

Umas semanas antes da corrida da Bosh bati com um carro que não era meu, uns tempos depois furtaram-me 500 euros (após ter ficado sem trabalho), essa mesma pessoa ameaçou-me de morte e pronto basicamente vi a minha vida a cair num buraco. Na altura voltei a perder peso e voltei....

 

re.jpg

13305078_1189363221107909_561640397136132109_o.jpg

 

A fumar . Sim leram bem. Eu sou ex-fumadora.

 

Fumava sim, não comprava mas passei a comprar de vez em quando quando sentia o controlo fugir-me. Dizia a mim própria que isso não influenciava na corrida, que podia de vez em quando. Na altura contei a poucas pessoas do que se passava. Prometi deixar. Mas sem sucesso porque depois apareceu as lesões, as contas do fisioterapeuta, problemas em casa, fora de casa... Controlo?

 

Onde?

 

Eu sempre fui pessoa de controlar tudo, não pessoas, mas a mim própria. Ter a mania de ter ideias fixas e elas fugirem ou acontece tudo ao contrário. Sabem quando tem um dia NAO? Aqueles dias em que pensam que o melhor era ter ficado a dormir. Eu andava assim . A única coisa que ainda me fazia não perder a cabeça era o trabalho. Para sorte das sortes, após a onda de azar, consegui trabalho. Mas isso não me impediu de fumar. Continuava infeliz em alguns aspetos da vida e por isso fumava. Porquê? Não sei. Por saber que não podia e o não poder eu controlava.

 

Fumei até há duas semanas.

 

Foi repentino. Tinha comprado um maço de cigarros no fim de semana e por alguma razão senti que o fumar já não me trazia nada positivo. Chegava a ser horrível. A sensação durante e após... Um dia cheguei a casa e atirei o maço ao balcão, mais de metade cheio e disse à minha mãe (dá ao pai, sim o meu pai fuma e faz quilos de desporto). Não fiz uma boa ação. Dar ao meu pai. Ok. Ele não deixa, e quando deixa volta.

 

O que quero dizer é o seguinte:

 

Eu sou muito humana, honesta e genuína. Se me orgulho de ter estado meses e meses a contaminar os meus pulmões? Obviamente que não. Se me orgulho de ter a coragem de o escrever publicamente aqui? Sim. Mesmo que implique ter de levar um rótulo, mesmo que alguém me tenha como exemplo e eu deixe de o ser porque fui humana... Sabem porquê? Não levamos nada da vida se não formos honestos connosco e com os outros.

Fumar não me trouxe benefícios. Se posso dizer que me afectou na corrida? Talvez. Perdi rendimento que não foram só das lesões... A capacidade pulmonar foi-se deteriorando. Na semana da corrida da Bosh fiz 42 minutos nos 10 km mas eu ia de rastos, apática e com kgs de CO2 nos pulmões. O que me levou à corrida? Não sei na altura raiva...

Fumar pode ter aliviado por segundos, mas trouxe-me tonturas (porque eu fumava sim mas pouco);

Pele cansada e olhos cansados...

Irritabilidade...

Insónias..

 

E pronto eis o segredo osbscuro da Miriam, a Miriam alegre e animada que as pessoas que a conhecem e de certa forma acham boa menina fumava.

 

O facto de ter fumado não me torna pior ou má pessoa, mas sim torna-me uma pessoa que sabe viver e a lidar com  os erros. Sinto-me super bem por finalmente ter deixado sem haver uma espécie de "desmame". Fi-lo de repente porque finalmente sinto que a minha vida está a compor-se. 

 

A isto eu chamo de crescimento, e sinto-me bem por finalmente gritar este segredo.

 

 

XXXX

 

 

Vigorexia e Overtraining

Olá maltinha,

 

Venho falar de uma coisa que em abraçou estes últimos tempos e que fez com que tivesse o verdadeiro colapso. Venho falar de dois assuntos. A vigorexia e o overtraing, que estão interiamente unidos.

Resultado de imagem para overtraining

 

Quem me conhece sabe que eu não sou nem 8 nem 80. É logo tudo ao máximo. 

Sabe que tenho algumas pancas de ter tido anorexia e que o meu escape é o desporto.

Desde que me conheço sempre pratiquei desporto e sempre me senti bem. Há um mês e meio comecei a interiorizar que estava gorda ( todos os santos anos tenho uma recaída). Ou seja, como mencionei, todos os anos tenho um colapso de auto-imagem, mais precisamente no Verão quando o fator menos roupa ganha força. Este ano veio mais cedo... 

Desde que entrei no ginásio ganhei peso, não foi muito, mas o suficiente para eu me achar uma bola. Para quem corre, uns kg a mais podem fazer diferença, então para quem corre e quem já teve um distúrbio alimentar a coisa complica-se. 

Como eu sou sincera não escondo o que vai na cabeça e a natureza da maior parte as minhas lesões ter uma justificação que mais não é o facto de sentir que sou gorda e interiorizar isso de tal forma que sinto e o vejo, mesmo que me digam o oposto... Eu não acredito.

nn.jpg

 

Passando à frente e respeitando o título do post...

 

Vigorexia mais não é que o descontentamento com o corpo o que obriga a pessoa em treinar em excesso em busca da imagem ideal. Não se trata de uma anorexia ou uma bulimia, pois a pessoa não deixa de comer. Recorre notorariamente ao uso de suplementos para atingir objetivos (não é o meu caso) para cumprir com um objetivo irrealista. 

Portanto, o que quero eu dizer é que entrei num esquema de treinos magicado na minha cabeça, em que tinha de perder peso para "ontem", perder o que ganhei no ginásio basicamente. E o que comecei a fazer quando me deram carta verde para correr? Bi-diários, ginásio de manhã, corrida à tarde. Treino todos os dias com zero descanso e com exercícios sempre a recrutar os mesmos grupos musculares. 

Comecei a sentir imensas dores nos gémeos e a associar a falta de descanso, mais não fosse só isso. Continuei este ritmo alucinante até ter chegado ontem. 

 

Já tinha feito GRIT na semana passada (treino altamente metabólico) e senti dores, mas consegui suportar minimamente. Ontem fiz a mesma aula mas não contive as lágrimas a dado momento em que era necessário força nos gémeos. Parei imensas vezes, o professor disse para ir com calma e ainda ficava mais chateada e ainda insistia... Foi necessário acabar a aula sentada no chão a agarrar os gémeos com lágrimas nos olhos.Senti um grande colapso. As pernas não respondiam. Por cada vez que parava a dor intensificava-se...

No dia 9 de Abril fui de pacer na meia Heliflex. Já sentia dores nos gémeos e uma dor no tornozelo direito. Mas ignorei e tomei um bruffen. Durante 3 dias andei a tomar bruffen. Fiz a meia sem grandes problemas. Senti um ligeiro desconforto, mas apesar disso estava muito bem. Comecei a sentir dores a partir do 13 km. Mas isso impedir-me de continuar? Nunca. Continuei porque nesse dia tinha uma responsabilidade.

 

 

meia.jpg

 

Na semana a seguir continuei na minha rotina de treinos regular... Na quarta de manhã fui correr. Fiz uns 7 km a 4'39... Depois tentei fazer as séries. Mas foi aí que vi que algo de errado se passava e decidi ir ao ginásio à tarde. Mas claro o treino soube a pouco, a cabeça diz que não fizeste nada de jeito, portanto fazes GRIT e depois vais à fisioterapeuta. Ora portanto... Apos uma sofrência na aula de GRIT...Fui à fisioterapeuta do ginásio. Analisou-me o tornozelo, palpou-me os gémeos e disse-me que estava com contraturas muito fortes. Disse que os gémeos estavam muito rígidos e que tinha torcido o pé... Tinha o pé inchado e sem saber bem o porquê... 

 

mm.jpg

 

Aqui a menina não quis saber de torção, ok vamos parar de correr ok ok. Mas vamos treinar igual e de preferência com intensidade...

 

Até ontem...

 

Sabem quando tem dores fulminantes e sentem-se com uma grande rigidez muscular? Sentir que cada perna pesa 30 kg ou mais e que caminhar torna-se algo díficil. Eu sinto-me assim hoje. 

 

 

Decisões díficieis precisam de ser tomadas e eu decidi fazer aquilo que queria evitar. PARAR. Só nadar e caminhae, nem mais nem menos... Sem extremos, sem neuras, respeitar o corpo... Porque sou a prova de que teimosia em excesso pode prejudicar a saúde. Não só meramente física mas como psicológica...

 

Dei por mim a ter sinais fortes de irritabilidade e ansiedade,

Muito stress (tive inclusive uma crise e borbulhas derivado ao stress)

Perdi algum apetite

Ando constamente exausta

Insónias

Meia deprimida

O ritmo cardiaco desregular

Perda de motivação

 

No meio disto tudo, consegui alargar o tempo parada... Nada de correr. Nem sequer caminhar decentemente consigo..

 

Mas a vida é assim. Quando queres ser mais teimosa que as tuas limitações e o corpo avisa e tu insistes. Se tratas mal o teu corpo ele vai responder mal.

 

 

E pronto, 

 

 

Malta

 

Ouçam o vosso corpo. É uma máquina, mas como um carro precisa de manuntenção, o corpo também. Precisa de ser nutrido, descansado, de vez em quando receber alguma massagem... E pronto. É um templo..

 

Acabei com outra coisa que me fazia mal, e só algumas pessoas sabem, mas isso prefiro não dizer. Só quero dizer que aprendi a lição.

 

Agora é ter fé e juízo e calma para regressar às corridas de vez. 

 

 

Um beijinho 

Voltei a meio gás

Quando criei o blogue era para ser uma espécie de diário de partilha de informações que pudessem ser úteis, da minha evolução na corrida, na vida profissional, sobre a minha "panca" com a anorexia e perdi um pouco por não vir aqui.

Hoje venho dar notícias, nem boas nem más.

 

Recorrentemente me perguntam várias pessoas :

"Miriam então as corridas" "Então atleta?" "Então como vai a nossa lebre?" ... 

Recorrentemente ouço sermões :

"Miriam tens imenso potencial se tivesses mais juizo podias fazer coisas incríveis." "Miriam andas lesionada mas fazes quase meias maratonas" "Miriam miriam o que andas tu a fazer a ti própria...

 

Abril e Lousã. O meu primeiro trail e último ditou a minha lesão até à data. Por teimosice minha continuei a ignorar as dores, continuei a treinar, quando na costa nova se deu o clique que algo não estava bem. 

Porém continuei a ignorar o facto de estar lesionada e continuei a treinar e a fazer provas a meio gás, sem saber ao certo o que tinha...

Estamos em Março e eu continuo lesionada... Já faz quase um ano que ando nesta vida, triste porque sei que a culpa é minha de não poder correr feliz como corria. 

No outro dia meti-me a ver fotos de coisas incriveis que fiz, de treinos que fiz... De pessoas que conheci... A corrida faz-me imenso bem e neste momento tenho feito de tudo para não voltar, não por não querer, simplesmente eu querer e não conseguir.

Muita coisa se tem passado na minha vida pessoal, tanto que a corrida acaba por ser o meu porto de refúgio, porém quando te prejudicas e atrasas o processo de recuperação é preciso parar para pensar.

Foto de Hernani Amaral.

Foto de Cesar Barros.

Graças a uma amiga minha, ela sabe quem é, menina fly, decidi marcar uma consulta no Porto para um ortopedista especializado. E ainda bem que o fiz. Pois antes de ir a qualquer consulta o meu médico colocou a opção de eu ser operada ao joelho. Nem sabem o que isso me fez sentir. Operação? Mais uma ? Este ano devo ser operada às costas (tirar o titânio), pensar que teria de ser operada ao joelho também era o complemento perfeito para viver um verdadeiro pesadelo.

 

Mas como existem bons profissionais, lá fui à consulta no Porto e excluiu-se de todo a operação ao joelho. Um salto de alegria foi dado nesse dia. Foi feito todo um inquérito sobre o meu historial de treinos e demais informações. 

Notas do ortopedista:

-Km a mais (pois semanalmente conseguia quase chegar aos 100 km, quando o ideal é nem ultrapassar os 30 km);

-evitar correr em subidas e mais que 10 km por dia;

-fazer ressonância com urgência

 

Conclusão final:

Posso correr? Posso condicionada. Tenho corrido menos e depois  quando corro faço logo 17 km. A partir de hoje vou começar a correr com cabeça porque tenho pensado imenso e prefiro correr menos do que não correr de todo. O meu foco principal é recuperar a velocidade, neste momento estou a correr a 5'minutos por km que para mim já é lento. O foco é tratar de fazer a ressonância o quão antes para poder decidir a minha vida.

O ortopedista desconfia que seja uma sinovite ou bursite, eu rezo que seja uma delas e não seja nada mais grave, mas tudo a seu tempo.

 

Sei que já fiz imensas promessas sobre a minha recuperação, mas desta vez tomei plena consciência de que desta vez tenho de cumprir. 

Deu-se o clique quando fui ver uma prova... Estar do lado de lá dos bastidores não é a minha onda, gosto de estar a competir e gosto de competir comigo. Não corro para ser campeã em nada, corro porque me faz imensamente feliz, porque faz de mim uma pessoa melhor e porque me faz crescer.

 

Destes meses para trás sei bem o quão irritei pessoas próximas de mim ao correr nas condições em que estava, tenho plena noção disso. Sei que no passado domingo fiz 18 km sem permissão para tal e sei os sermões que ouvi...

Foto de Meia Maratona de Ílhavo.

Portanto aqui a rapariga tem que atinar e vou fazer isso pelo meu bem estar.

 

Foto de António José Leite.

Para hoje está programado correr sozinha uns 5 ou 7 km. Irei continuar a treinar no ginásio como sempre. Basicamente estou a aprender novamente a correr. Sem dramas, sem pensar na velocidade e deixar fluir, assim como foi quando tive alta após a operação às costas.

 

 

E o meu conselho para hoje é:

 

Para quem treina e corre, se têm um problema de saúde que vos impossibilita de fazer o que mais gostam, procurem imediatamente ajuda, ou andam anos ou meses sem poder usufruir. De nada adianta fazer 30 por uma linha se não estamos bem. Aprendi da pior maneira de  que não adianta sermos mais teimosos que a própria vontade do corpo. O nosso corpo é só um e é quem nos move todos os dias. Se o tratarmos bem podemos fazer coisas incríveis, se não o tratamos bem não vai responder e um dia acaba por vos desiludir. 

 

 

E pronto por hoje foi isto :)

Dicas para não stressar após festas e outras coisas

Boas peeps :)

 

Hoje o post é sobre uma coisa que nos atormenta. O pós Natal e pós ano Novo. Pessoas como eu que já tiveram algum problema alimentar, ou porque fomos mais magros ou porque fomos mais gordos, costuma sentir-se culpado por comer uma rabanada, ou por comer aquela sobremesa que só se come no natal, ou porque bebemos demasiado alcool na passagem de ano... Levante a mão quem não se sente culpado por ceder às festividades desta quadra. Apesar de neste natal não ter abusado, talvez por o meu corpo não lidar bem a comer demasiadas porcarias, o sentimento de culpa esteve sempre presente, e os sentimentos de compensação e a vontade de o fazer também. E sim eu fiz após o 25 de Dezembro, mas porque o meu psicológico precisava disso. E como não posso correr, pior foi o sentimento. Mas vamos lá ver...

 

O nosso psicológico é mesmo muito forte. Sabemos pela racionalidade que não é por comer mil sonhos, kg de bolo rei, kg de carneiro que vamos estragar o trabalho de ano inteiro. Há pessoas que continuam a ser correctinhas na alimentação nestes dias e eu pergunto porquê? Precisas de provar algo a alguém? Não! Mas é preciso provar a nós que conseguimos ultrapassar as vozes da cabeça. Hoje trago pequenas dicas (que para mim também são úteis) que nos podem ajudar a sobreviver às vozes da cabeça e claro sobreviver às festividades:

1-Perdido por um, perdido por mil

Calma pessoal. Agora que comeram um sonho, uma rabanada, um pudim, não precisam de comer até vomitar. Desfrutem do máximo que puderem. Eu já passei por isso. Nas alturas de "comilança" eu ok, não comi o ano todo vou perder a cabeça e no dia a seguir vou beber água all day long. Não! Não façam isso. Nos dias em que tem as perdições à mesa, não precisam de comer este mundo e o próximo. Se sobrar muita comida não se sintam na oibrigação de a comer só por estar ali. Porque não dividis os males  pela aldeia, dar a quem mais precisa ou dar a um familiar. Não comam só porque "já que estou aqui...". É pior que o soneto, comam até ficarem satisfeitos de forma a desfrutar e não só porque sim.Acreditem que empaturrar é pior emenda que o soneto porque as vozes de culpa vão moer o juízo. Nem 8 nem 80. 

 

2-Aumenta o consumo de água e chás

É pouco provável que ganhes imenso peso no natal em forma de gordura. O máximo que pode acontecer é ganhar uma bela barriga inchada o que é normalíssimo porque o corpo não está habituado a receber comida frita ou processada. Comidas mais fortes, mais salgadas resultam numa bela barrigada (sim também me aconteceu), mas isso não passa de mero inchaço. O que aconselho é que bebam imensos líquidos. Hidratem-se durante e após as festividades, Durante as festividades é essencial porque nós pensamos, ok tenho fome e vou comer. Não, nem sempre é fome que temos, é sede. Bebam água e chás diuréticos para reduzir a retenção de líquidos. Vão reduzir o inchaço e vão sentir-se bem melhor. Não stressem se virem uma barriga enorme. It's Temporary!!! Chá de cavalinha, hibisco são vossos amigos e claro água aromatizada para quem quiser ajuda também.

 

3-Faz exercício, mas não abuses!

Acho que isto vocês devem fazer. Chama-se a lei da compensação ou da não culpa. Ovbiamente se corrermos 20 km ou ficarmos no ginásio 3 horas a suar que nem porcos a culpa de comer vai ser menor. Mas beware, não é assim. Durante este Natal, tive imensas dificudades. Não pude fazer a minha corrida longa usual. Nem a última do ano, nem a primeira. Sim comi. Não comi este mundo e o próximo. Sim fui ao ginásio, mas não estive lá horas a fio até porque o tempo não o permite e eu não vou pemitir que a minha cabeça me deixe. E também porque o meu namorado esteve fora e quis aproveitar mais o tempo para estar com ele enqunto está cá e não focada em manter o peso. Sinceramente não noto alterações no corpo. Mas ovbiamente o psicológico mexe comigo. Não queiram matar-se no ginásio. Não façam horas e horas de cardio. Façam desporto com peso e medida. Durante estas duas semanas só treinei 4 x por semana e não muito além de 1:10... 

 

4-Voltar à rotina 

Não é fácil. A primeira coisa que nos ocorre na cabeça , é cortar os hidratos de carbono, fazer detox disto e daquilo. Para quê? Pensem nas festividades como o cheat meal. Se voltarem à rotina dão aquele choque ao metabolismo que precisam. Não é de todo fácil no dia 26 comer aquelas quantidades normais que costumamos comer. Mas é essencial não dramatizar. Se precisarem para o bem do psicológico, façam-no. Reduzam um pouco os hcs ou as quantidades, mas não passem o dia a beber líquidos... Ovbiamente não nascemos para fazer essas coisas. O essencial é ser normal e ovbiamente passar os dias pós natal a beber líquidos não é a melhor política... Não se esqueçam que o peso que aumentaram no natal não passa de mero inchaço. Quanto mais depressa voltamrem  à rotina, mais depressa o corpo reage a isso de forma positiva.

 

 

5-Aposta em alimentos com muita fibra

É normal após o Natal ficarmos com o instestino mais preguiçoso e claro não ir à casa de banho resulta num maior inchaço. O que fazer então? Além de beber água, devem apostar em alimentos com muita fibra. Aveia, legumes, alimentos integrais para a flora instestinal andar reguladinha. Consumir iogurte, se forem intolerantes à lactose têm sempre opções sem lactose. Consumir linhaça e fruta que ajude na prisão de ventre tal como a ameixa e a maça também são exelentes. E claro evitem alimentos também demasiado fibrosos. Há alimentos (mesmo legumes) que podem atrapalhar os intstestinos. O ideal é comer de tudo bebendo muita água para a máquina funcionar bem.

 

 

6-Snacks sem culpa

Sentem-se mesmo muito culpados?Não devem parar de comer. Escolham snacks fáceis de transportar como cenoura crua, frutos secos (com moderação), façam bolinhos low carb. Comam um pequeno almoço mais soft ( eu nestes dias adoro as zoats, papas de claras com muito pouca aveia e muita corgette). Ao almoço comam muita muita sopinha e priviligem os legumes na refeição principal sempre com uma pequena percentagem de hcs e proteína. Comam frutinha e pronto. 

 

 

 

Pronto estas são as minhas dicas, que resultam comigo. Sem 8 nem 80, pois eu já fui daquelas pessoas que no dia de Natal ia fazer a corrida de 21 km para não me sentir mal, que ia para o ginásio hora s a fioe  fazia 50 aulas ... Já fui aquela que cortava nops hcs e fazia detox de couve e sementes. Hoje é dia 2. Não treino desde sexta feira, não vou treinar hoje e amanha só irei ao ginásio fazer uma aula de cycling só para não parar completamente. Estou a aproveitar os últimos dias com o namorado e depois obviamente volto à minha rotina rotina. Acho que esta redução substancial de desporto fez-me muito bem, apesar de me ter bloqueado a cabeça e feito regredir um pouco, mas creio ter ajudado na minha lesão poi tenho sentido menos dores e já experimentei fazer uma pequena corrida na passadeira e correu bem. Vou fazer uma corridinha em breve,mas talvez no final desta semana e avaliar como estou e em breve dou novidades.

 

Espero que tenham tido um exelente Natal e que tenham entrado no novo ano com o pé direito.

 

Tenham noção de que não é por o ano mudar, o calendário mudar que a vossa via irá mudar. tem de ser vocês a impôr a mudança. Não façam falsas promessas, sejam iguais a vocês mesmos. Eu acredito em que devemos fazer pequenas mudanças para cumprir os nossos objectivos e não prometer eu em 2017 vou.... Não façam isso. Maior parte das pessoas faz resoluções de ano novo e acabam por não cumprir, o ideal é que vivam um dia de cada vez...

 

 

E para fechar o ano de 2016 eis os meus melhores momentos :)

Foto de Miriam Martins.

No dia em que conheci a Mariline. 

Foto de Miriam Martins.

O meu primeiro Trail. Apesar de ter ficado lesionada desde aí não me arrependo de o ter feito.

 

Foto de Locomotiva de Paranhos.

Na wings. A prova que amei fazer . Fiquei em primeiro na minha categoria em Portugal e fui a decima primeira a fazer mais km em Portugal. 30 km e mais uns metros

 

Foto de FAZatletismo.

A primeira prova como atleta federada. 

 

Foto de Miriam Martins.

Na bosh onde fiz o meu melhor tempo aos 10 km

 

 

Foto de Miriam Martins.

Em ovar após ter estado um mes sem correr

 

Foto de Miriam Martins.

Com uma rapariga fantástica, no meu trabalho numa empresa

 

Foto de Miriam Martins.

a fazer o que mais gosto

 

Foto de Miriam Martins.

Com a Ana Reis, uma inspiração e uma pessoa fantástica !!

 

Foto de Miriam Martins.

A primeira vez que fiz 30 km 

 

Foto de Miriam Martins.

Em Lisboa onde bati RP e conheci o Alexandre

Foto de Miriam Martins.

A fechar o ano de 2016 :)

 

Foto de Miriam Martins.

A ultima prova do ano lesionada 

 

 

Foto de Miriam Martins.

Com o homem da minha vida 

E é isto...

Bem após uns meses sem publicar cá estou eu a dar notícias. Boas? Nem tanto mas vamos lá.

 

 

Quem me tem acompanhado, amigos e atletas, sabe que os últimos meses tenho andado lesionada, no entanto a correr igual. Pois bem... Cá estou eu a dizer que após quase 7 meses a correr com dores, atingi o pico máximo da dor e vejo-me obrigada a parar de correr e a iniciar tratamento de "choque". Após um mês de fisioterapia sem sucesso, pois fiquei pior do que estava inicialmente, eis que me vejo impossibilitada de correr. O resultado é uma ruptura grande no vasto externo(gémeo esquerdo) com uma quantidade significativa de líquido sinovial a par com dois quistos gigantes no joelho. E para comaltar esta panóplia de lesão, eis que consigo arranjar mais uma, pois uma nunca é demais. Uma contratura/microrutura na coxa direita. 

Foto de Miguel Moura.

"Ultima prova na palhaça. Foto do grupo. Podem ver que tenho uma ligadura na perna"

Porquê?

Sou teimosa como o tamanho do mundo. Decidi fazer uma meia maratona há duas semanas, sim consegui bater RP nos 21 km, com 1'35 mas consegui que a semana a seguir ganhasse novas dores. No fim de semana passado fiz uma prova distrital de estrada na palhaça que decidi fazer por descarga de consciência, uma vez que se não fosse a equipa de femininos precisava de mais um elemento para pontuar. Era uma prova fácil, fácil... No entanto as dores que tive durante toda a prova são inexplkicáveis. Senti-me mal, tinha pulmões, a vontade mas o corpo dava sinais de querer parar a todo o instante. Tive um problema com os atacadores e tive de parar para os atar que foi o agravamento da situação. A paragem repentina foi fulcral para o acentuar das dores e vi-me mesmo a chorar em plena prova com a dimensão das dores...

meia lisboa.jpglis.jpg

 

 

 

15046949_1883774965176020_3545775229773021184_n.jp

 

Mas como desistir não faz parte do meu vocabulário decidi correr com o coração e tentar enganar a dor. Assim foi durante toda a prova. Decidi focar os meus pensamentos no futuro. E penso que foi a minha resiliência que me deixou concluir a prova..

Após a meia maratona tomei a dificil decisão de parar de correr, porque não estava a ser sensata. Nem nunca o fui. Ignorei o corpo desde que fiz o meu trail em Abril.

Foto de Hernani Amaral.

Foto de Hernani Amaral.

Estava mesmon a sofrer na prova. Na última semana andei a mancar e não corri nehuma vez.

Sou muito determinada e quando meto na cabeça um objetivo vou atrás dele, doa a quem doer. Mas como sei que ponto isto iria atingir decidi bater com a cabeça e olhar para o mal que me tenho feito.

Antes de fazer a meia maratona decidi procurar um fisioterapeuta. Viu o meu exame e só me perguntou como é que tenho força para sequer dar uma volta à pista. Quando lhe disse que tinha duas provas para fazer fez de tudo para me impedir, inclusive dizer-me que corria o risco de nunca mais voltar a correr dado o meu problema também na coluna, que como muitos de vocês sabem, tenho titânio na coluna que afecta tudo o que faço diariamente, quanto mais correr...

 

Então após este desabafo.. Após meses a fazer provas a meio gás, com dores, em tempos de treino.. Decidi pôr o ponto final.

 

Então o que temos para 2017 ...

 

Mudanças a vários níveis, com o tempo irei partilhar convosco a reviravolta que vai ser a minha vida, mas para já os objectivos de 2017 serão:

-fazer tratamento adequado a todos os problemas;

-vou ser operada às costas (ainda não sei quando) para retirar o titânio;

-mal esteja bem treinos irão ser feitos de acordo com os planos de treino do ginásio e do treinador na pista (ou seja não há cá abuso na quilometragem nem em passar 3 horas no ginásio)

-dedicar mais tempo ao descanso (isso envolve em treinar menos e dormir mais);

-alimentação correta (nada de dietas malucas sem hidratos de carbono)

 

CORRER SEM DORES E SER FELIZ !!!

 

Ser sub 40 nos 10 km ... Porque eu mesmo lesionada senti que se estivesse bem fisicamente este teria sido o ano em que podia ser sub 40, pois lesionada os meus tempos nos 10 km foram de 42 a 43 minutos... Ou seja lesionada consegui fazer estes tempos (mas com dores horriveis, em sofrimento) pergunto-me se estivesse bem qual o tempo que faria estando bem e em forma.

 

Eu não quero ser nenhuma atleta profissional, tem tudo a ver com uma questão de auto-realização... E eu quero provar a mim, não a terceiros que sou capaz de alcançar este objectivo pois sou determinada e sei que fazê-lo vai me fazer ser uma pessoa mais forte e resiliente perante a vida...

 

 

E pronto foi isto :) 

 

 

Com o tempo dou novidades e se tiverem ideias de conteudos para escrever estejam à vontade .

 

****

#InstaRunner's - Alexandre o Grande

 

Olá, sou o Alexandre, tenho 40 anos, casado e com dois filhos gémeos (os M&M), sou gestor e no meu IG @alecmm76 podem seguir os meus treinos, provas e também fotos do dia a dia dos meus filhos. Podem conhecerem um pouco da minha história enquanto corredor aqui: https://www.instagram.com/p/BJ8f-rqBUG-/

 

 

 

Quando começaste a correr e porquê?

Comecei a correr de forma frequente no dia 4 de setembro de 2012; nos 3 anos anteriores já tinha feito alguns treinos de corrida, mas duravam duas ou três semanas no máximo e depois era capaz de passarem 6 meses sem voltar a correr.

Porque comecei e porque me lembro do dia exato? O verão de 2012 culminou com dois anos e meio de muito stress, uma vez que além do trabalho, a minha vida pessoal mudou completamente quando em janeiro de 2010 nasceram os meus filhos. Tanta solicitação e uma vida quase sem “escapes” fez com que em julho de 2012 sentisse, ao subir dois lances de escadas no trabalho, uma grande dificuldade em respirar e o coração “aos saltos”, o que não achei nada normal, visto que nunca tive excesso de peso e até jogava futebol uma vez por semana. Mentalizei-me que devia ter algum problema grave, marquei logo uma consulta de medicina geral, cerca de uma semana depois tirei um dia de férias para passar o dia inteiro no Hospital da Luz a fazer exames a tudo e mais alguma coisa (prova de esforço incluída) e no final o veredito da médica foi… está cansado, vá de férias! E arranje algo que lhe permita fazer mais exercício e que funcione como um escape. Após as férias em agosto e depois de ponderar o que poderia fazer, decidi então começar a correr, se possível duas a três vezes por semana, receoso que mais cedo ou mais tarde desistisse como anteriormente. Felizmente não aconteceu e desde então já lá vão mais de 4 anos e 7.000 kms.

 

Quantas vezes corres por semana? Nº de quilometragem semanal.

Depende, se estiver a preparar uma prova são 4 treinos, normalmente às terças, quintas, sábados e domingos; se não estiver a preparar nenhuma prova são duas a três corridas semanais. A gestão dos dias de treinos é negociada com a minha mulher, visto que ela faz ginásio três a quatro vezes por semana e eu nem sempre consigo correr logo de manhã.

Quanto à distância também depende da prova, mas atualmente é muito raro correr menos de 50 a 60km semanais.

 

O que sentiste a nível de saúde com a corrida?

O que notei que melhorou bastante foi a forma de encarar as situações no dia a dia, com a corrida senti que pondero melhor as coisas; a nível físico obviamente estou com uma resistência muito maior, principalmente desde que treinei para o objetivo concretizado da Ultra Maratona Caminhos do Tejo, em junho deste ano – aliás costumo dizer que estou na melhor forma física de sempre e que só tenho pena de não ter começado a correr há mais tempo.

 

 

Sobre lesões a correr. Já tiveste? Quais e porquê?

Felizmente só tive uma e que não foi grave; foi em maio de 2014, quando num treino longo comecei a sentir dores no joelho direito. A questão é que essas dores só surgiam depois de fazer 20 a 25 kms, pelo que na maior parte dos treinos não as sentia. Todavia e depois de concluir a minha segunda maratona (em junho desse ano) decidi ir a um ortopedista que só de me ouvir deu-me logo o diagnóstico – era problema no menisco e muito provavelmente teria de ser operado! Felizmente o RX veio demonstrar que o problema não era assim tão grave, fui diagnosticado com síndrome da banda-iliotibial (incrível, o médico achou normal ter-se enganado no diagnóstico) e para procurar um fisioterapeuta. O que consultei e após avaliar o RX, considerou que eu nem fisioterapia necessitava e que bastaria ter mais cuidado com os alongamentos no fim do treino, sendo que até hoje nunca mais me ressenti desse problema.

 

O que pensas em complementar outros desportos com a corrida? 

Acho um “mal” necessário… Na corrida encontrei o desporto perfeito para mim, sem horários e sempre disponível para o fazer, independentemente onde esteja. A grande maioria dos outros desportos têm outras condicionantes, nomeadamente de horários – daí eu os ter classificado como um “mal”. Não sou um adepto ferrenho de toda a atividade física, mas quando encarei o desafio da ultradistância percebi que tinha de complementar o treino com reforço muscular e mais de 10 anos depois regressei a um ginásio. Aguentei três meses e definitivamente não vou regressar. Vou fazendo alguns exercícios em casa nos dias em que não corro, mas sei que é insuficiente e provavelmente estou a limitar a minha performance, mas não vou fazer coisas por obrigação. Comprei agora uma bicicleta e vou usá-la para substituir alguns treinos de corrida por ciclismo, pois andar de bicicleta para mim é como sair para espairecer e nem vejo aquilo bem como um treino. Natação fiz durante meia dúzia de meses em 2015, antes da Maratona de NY, e talvez regresse para de vez em quando ir dar umas braçadas, mas definitivamente gosto é de correr.

 

Costumas correr em provas? Porquê?

Costumo, as provas são o momento ideal para veres se o treino dá resultados. Nos primeiros dois anos inscrevi-me na maior parte das provas mais emblemáticas da Grande Lisboa, pois adoro o ambiente que se vive no pelotão de uma prova, e havia sempre a vontade de descobrir se conseguia fazer melhor do que na prova anterior.

Mas a partir do momento que comecei a correr a maratona, apercebi-me que era um outro campeonato, os treinos até corriam bem, mas acabava a prova completamente de rastos e sem vontade de repetir aquilo. Foi assim nas três primeiras, tanto que no final da Maratona do Porto de 2014, decidi que no ano seguinte apenas me dedicaria a provas mais pequenas. Em janeiro de 2015, por piada, inscrevi-me no sorteio da Maratona de Nova Iorque e contra todas as minhas expetativas, em março recebo a informação que tinha sido selecionado! Claro que não poderia ir à maior maratona do Mundo, a prova de sonho para muitos dos que corremos, sem a preparação devida e acabá-la em sofrimento. Esse momento foi claramente um ponto de viragem, treinei com método e de uma forma como nunca tinha feito e a confiança estava tão alta que 15 dias antes de NY faço a Maratona de Lisboa e tenho um resultado de 3h25m, meia hora melhor que o meu anterior recorde. Fui para NY completamente descontraído, vivi e senti uma prova como nunca, aquele ambiente é qualquer coisa…

E para quem um ano antes equacionava nunca mais correr uma maratona, de repente fazia duas em 15 dias e sentia-me muito bem! Foi quando decidi avançar para a ultradistância e agora sei claramente que é nesses desafios extremos que me quero focar, pelo que no futuro a seleção das provas será muito mais restrita. Já ando a pensar no grande desafio de 2017…

 

Suplementação na corrida? Sim ou não. Diz a tua opinião.

Sim, no essencial que cada um necessite. Tomar mais suplementos, sem muito critério não tem qualquer sentido e até pode ser prejudicial, agora se tiveres bem identificadas as situações em que a suplementação te pode ser benéfica, considero que se deve fazer.

 

O que é te faz calçar as sapatilhas e sair à rua para correr?

Claramente o ir mais longe, cada vez mais longe… Procurar, desafiar e ultrapassar limites. Tudo o resto é importante (manter a forma física, ter um escape do dia a dia, o convívio), mas na minha cabeça está sempre a pergunta: consegues chegar lá?

 

Sentes que existe alguns preconceitos nas provas de atletismo quando comparamos mulheres e homens?

Nunca senti, de todo. Nem faz qualquer sentido para mim.

 

A família e amigos apoiam-te na corrida? Se não esclarece porquê?

Julgo que passámos todos por isso nos primeiros meses ou até anos, que é aquele julgamento bacoco do “Porque é que aquele tontinho corre tanto?”. Depois a família e os amigos verdadeiros percebem a importância que a corrida tem para ti e passa a ser natural. E se os quiseres mesmo envolver, é levá-los a uma prova, estarem lá apoiar-te e apoiar pessoas que não conhecem de lado nenhum, desarma de vez qualquer relutância que tenham relativamente ao teu amor pela corrida. Um dos melhores momentos que vivi em prova foi antes da chegada ao último abastecimento na Ultra Caminhos do Tejo, em Minde ao km122. Assim que saio do trilho, o fotógrafo vê o meu nome no dorsal e diz-me “Bem, tens ali um grupo de amigos no abastecimento que é um espetáculo!”. A festa que eles estavam a fazer deixava toda a gente animada e o bom que é sentir esse apoio, para mais em provas destas caraterísticas! E claramente o melhor momento que vivi, foi passado umas três horas quando cheguei à meta, e além desse grupo de amigos tinha a minha mulher e os meus filhos à espera – assim que entro na praça onde estava instalado o pórtico da meta, desatam todos a cantar-me os parabéns (fiz 40 anos nesse dia), foi completamente arrepiante!

 

Qual é o teu objetivo quando corres? 

O mesmo do que me perguntas antes sobre o que me faz sair para a rua correr.

 

Se tivesses de dar 3 conselhos a quem quer começar a correr, quais seriam?

Primeiro ajustar as expetativas sobre o que se pretende com a corrida – p. ex. ajudar a perder peso ou querer fazer pela primeira vez uma prova –, e falar com alguém que já corra há pelo menos três anos para pedir conselhos práticos. Segundo não desistir com as primeiras contrariedades, que vão acontecer e que são o motivo pelo qual a maior parte desiste. Terceiro, não ir logo gastar dinheiro nas sapatilhas XPTO ou no relógio YZW, pois não é o que vestes, calças ou usas que fazem de ti melhor corredor.

 

Estrada ou Trail?

Estrada. Já fui mais fundamentalista quanto a este aspeto, mas continuo a ter preferência pela estrada, sendo o meu conceito de estrada mais abrangente – podem ser caminhos secundários, estradões de terra batida. Percebo a beleza de alguns caminhos e paisagens que se encontram no trail, mas considero que algures se esqueceu que “trail running” significa “corrida de montanha” e hoje em dia no trail corre-se muito pouco, basta ir a qualquer prova (e eu não fiz muitas) para perceber que as pessoas vão para caminhar e apreciar a paisagem… Nada contra, mas para isso há outras opções. Será também porque as provas de trail têm um grau de exigência não compatível com a falta de preparação de muitos participantes?

 

Alguma prova especial, corrida preferida no calendário das provas? Se sim porquê?

A minha prova preferida é sempre a próxima, pois adoro ter um objetivo para o qual treinar e trabalhar para poder superar. Pelas respostas anteriores, é fácil perceber que das que já fiz, a Ultra Caminhos do Tejo e a Maratona de NY têm um lugar especial nas minhas memórias.

 

E por fim,

 

Se tivesses de desistir de correr porque seria?

Terminar com uma pergunta tão negativa?... Nem quero pensar nisso! 

nOT InstaRunner mas runner com alma

Olá, chamo-me Marco Coelho, tenho 39 anos e sou licenciado em Engenharia e Gestão Industrial. Trabalho numa empresa como orçamentista/ comercial, ao nível do mercado interno. Não tenho Instagram, mas tenho facebook.

https://www.facebook.com/marco.coelho.12

 

Quando começaste a correr e porquê?

Há cerca de 2 anos reencontrei um colega de liceu no ginásio. Já não nos víamos há quase 20 anos!

Começamos a treinar juntos, a relembrar memórias, até que fui desafiado a correr.

Reticente, porque não era bem a minha praia, acabei por ceder.

Todas as 4ªs feiras, lá estávamos junto ao Farol da Barra, para fazer o trajeto de ida e volta entre a Barra e a Costa Nova.

Chuva, vento, granizo, frio, nada era obstáculo. O flagelo começou a ser um prazer.

Mais tarde adicionámos um treino no canal de São Roque, depois a voltinha ao sábado com os Aveiro Night Runners…

Pode-se dizer que comecei a correr graças ao meu amigo Jorge Costa.

 

 

Quantas vezes corres por semana? Nº de quilometragem semanal.

Por motivos profissionais e familiares (tenho um bebé de 1 ano e meio) não treino tanto como gostaria.

Corro duas vezes por semana, num total de 20kms.

Aproveito o ginásio e acrescento 4kms, 2 vezes por semana em passadeira, que me custam horrores.

Entre o indoor e o outdoor é só fazer as contas J 

 

O que sentiste a nível de saúde com a corrida?

Recentemente na consulta de medicina no trabalho, a médica após ver os meus exames disse: “Nota-se mesmo que faz desporto!”.

Isto pura e simplesmente responde à pergunta.

Física e mentalmente é muito gratificante. Tudo funciona. Respira-se saúde.

Mesmo para os problemas que nos assolam no dia a dia, a corrida é um escape para os aliviar.

 

Sobre lesões a correr. Já tiveste? Quais e porquê?

Nada de relevante a assinalar.

Normalmente doem-me os joelhos, mas já me doíam antes de me iniciar no mundo das corridas.

Algumas vezes acabava a mancar, mas ultimamente com uns anti-inflamatórios, tenho conseguido aguentar mais ou menos bem.

Também não abuso nas distâncias, acho que o meu corpo está formatado para uma distância máxima de 10kms.

Ultimamente tenho pensado em fazer a meia do Douro Vinhateiro, vamos ver se não estrago a pintura.

 

O que pensas em complementar outros desportos com a corrida? (musculação natação, outros…)

Vou, ou pelo menos tento ir, 2 vezes por semana ao ginásio.

Faço musculação, cicling, mas adorava voltar a fazer bicicleta de estrada.

 

Costumas correr em provas? Porquê?

Claro que sim. É uma adrenalina incrível. É lá que vês a tua evolução, que ultrapassas os teus limites.

As sensações, os pensamentos que te passam pela cabeça (Mas ainda falta muito? Porque razão me sujeito a isto? Bolas, esta foi a mesmo a última, nunca mais. No trabalho, sofro menos e ainda me pagam).

Depois quando acaba já só pensas na próxima. É viciante!

 

 

 

Suplementação na corrida? Sim ou não. Diz a tua opinião.

 

Pessoalmente não consumo nada, contudo penso que quem queira ir um pouco mais além deve recorrer. Diria que é fundamental.  

 

O que é te faz calçar as sapatilhas e sair à rua para correr?

O dever cumprido. A sensação que não me acomodei e fui fazer algo saudável. Às vezes custa sair para correr, mas sei que quando terminar vou-me sentir muito melhor.

Corro por uma questão de saúde. Já pesei mais de 100kgs e não quero voltar a sentir-me assim.

Quero ter saúde para poder brincar com o meu filho.

 

Sentes que existe alguns preconceitos nas provas de atletismo quando comparamos mulheres e homens?

Não, não sinto e nem quero acreditar que isso seja verdade.

Posso-te dar um exemplo: de todas as pessoas contra quem corro, a Carla Martinho é aquela que mais admiro enquanto atleta. Penso que muita gente comunga desta opinião.

 

A família e amigos apoiam-te na corrida? Se não esclarece porquê?

A família próxima, sem dúvida. 

A minha mulher, por exemplo, é quem me inscreve nas provas. Pode não fazer desporto, mas foi ela que, perante a minha quase ausência de tempo para treinar, me aconselhou a correr à noite. Inclusive foi à descoberta do percurso seguro. 

Sinto por parte da família um interesse muito saudável e um apoio incondicional.

Quanto aos amigos, os desportistas apoiam-me e os mais sedentários acham que enlouqueci.

 

Qual é o teu objectivo quando corres? (pode ser pessoal ou a nível de competição, superação etc…)

Melhorar. Tento sempre superar-me.

Eu sou o meu principal rival, os meus “derbys” são contra mim próprio.

A nível pessoal sei que me faz bem. Os problemas dissipam-se.

 

Se tivesses de dar 3 conselhos a quem quer começar a correr, quais seriam?

1 - Disfrutem da liberdade que é correr.

2 – Divirtam-se. Vão conhecer pessoas fantásticas (entrou tanta gente boa na minha vida…). Aproveitem!

3 - Não façam como eu e alonguem sempre no final. Eu acabo estafado, mas os entendidos dizem que não nos devemos estatelar imediatamente no chão…

 

E por fim,

 

Se tivesses de desistir de correr porque seria?

Só por uma questão de saúde.

Aquele diagnóstico médico que espero nunca ouvir.

#INSTARUNNERS FlyRunner The Iron Woman

Hoje venho dar-vos a conhecer uma pessoa pela qual tenho um carinho especial e que tornou-se uma amiga que de vez em vez quando a chateio me ouve e dá os melhores conselhos. É uma inspiração para mim, não só pela forma como corre (o próprio nickname indica), esta mulher voa. É uma mulher de armas, generosa, sempre preocupada com o próximo e hoje dedico a esta mulher com M grande, este post. Também lhe quero dar um especial obrigada por me ter feito sorrir inúmeras vezes sem ela saber. Obrigada Ana. Este é para ti.

 

Olá sou a Ana Reis, tenho 36 anos e sou farmacêutica. Podem acompanhar-me no meu IG @flyrunner

 

 

 

Quando começaste a correr e porquê?

Comecei a correr em 2012.

Sempre fiz ginásio, mas por motivos profissionais cada vez tinha menos tempo para ginásio, e para me sujeitar aos horários das aulas, então decidi calçar as sapatilhas, sair á rua e correr! Fui com uns amigos e custou-me tanto!! Nem 6km devo ter feito J Vi aquele dia como um desafio e não parei mais! Por outro lado a liberdade de horários era o ideal para mim.

 

Quantas vezes corres por semana? Nº de quilometragem semanal.

Regra geral 3ou 4 vezes.

Talvez 50km semana em média

 

O que sentiste a nível de saúde com a corrida?

Por incrível que pareça correr dá-me energia! Cada vez me sinto mais activa e ajuda-me a dormir melhor!

 

Sobre lesões a correr. Já tiveste? Quais e porquê?

Lesão mesmo nunca tive.

Já senti dor no adutor e joelho direito, no glúteo também. Mas basta o menor sintoma para eu abrandar e tratar logo com massagem e alongamentos.

 

O que pensas em complementar outros desportos com a corrida? (musculação natação, outros…)

É essencial!!! Faço reforço muscular 2x semana e natação também 2x semana. Parei a natação 6 meses por ter partido o pulso m s agora estou de volta!

 

Costumas correr em provas? Porquê?

Costumo! É uma adrenalina incrível!! Ambiente brutal! Altura ideal para ver a evolução!

 

Suplementação na corrida? Sim ou não. Diz a tua opinião.

O ideal seria não suplementar e ir buscar tudo o que precisamos aos alimentos.

Por vezes não é possível e se, após exames, chegarmos á conclusão de que há alguma vitamina ou sal mineral em défice acho que devemos suplementar até restabelecer os níveis e depois tentar equilibrar o volume de treino com alimentação

 

 

O que é te faz calçar as sapatilhas e sair à rua para correr?

Cansar as pernas para descansar a cabeça.

E para manter a forma física também.

 

Sentes que existe alguns preconceitos nas provas de atletismo quando comparamos mulheres e homens?

Talvez….mas muito pouco! As mulheres correm menos que os homens!É um facto! Nada contra isso! Daí haver classificação masculina e feminina.

Por vezes há provas com vários escalões masculinos e só um feminino, isso acho errado!

 

A família e amigos apoiam-te na corrida? Se não esclarece porquê?

Em relação aos amigos há de tudo, há uns que apoiam, e até correm comigo e outros que acham que sou louca! Os sedentários claro..é que acham que sou louca!

O mesmo quanto á família! A família mais chegada, pais e irmãos, apoiam!Se digo que tenho alguma corrida  ou até treino, respeitam sempre e coordenam horários comigo.

Familiares mais afastados fazem o comentário clássico “corres tanto, não te cansas”…Nem respondo.

 

 

 

 

Qual é o teu objetivo quando corres?

Nos treinos tento conseguir maiores velocidades, pensar na técnica e correr melhor! Nos treinos de recuperação é só rolar…ouvir o barulho da natureza! :) 

Nas provas tento bater o meu recorde pessoal.

 

 

Se tivesses de dar 3 conselhos a quem quer começar a correr, quais seriam?

1-Seguir um plano de alguém especializado na área.

2-Nutrição é super importante!!!!

A boa nutrição não transforma um atleta de fim de semana num atleta olimpico mas uma má nutrição transforma um atleta olímpico num atleta de fim de semana!

Um atleta pode ir competir sem treinar mas não consegue competir se não comer!!!

3- Correr muito não faz correr melhor! Tem que haver suporte muscular para todo o impacto da corrida! É dos desportos mais agressivos, por isso trabalho de força é fundamental!

 

E por fim,

 

Se tivesses de desistir de correr porque seria?

Uma lesão ou um problema de sáude fariam-me desistir….

 

 

 

Aplicações que Podem Usar para ser mais saudáveis

Bom dia Pessoal.

 

Hoje venho-vos dar a conhecer algumas das aplicações que são gratuitas e podem instalar no vosso telemóvel (dependendo do sistema ).

 

Para quem quer manter,perder ou ganhar peso de forma saudável e saber o que está a comer pode instalar a aplicação My Fitness Pall 

Resultado de imagem para my fitness pal

  • Com esta aplicação podem introduzir os alimentos que consomem durante o dia;
  • Consoante o vosso tipo de actividade, peso, altura e o vosso objectivo (perder,mater ou ganhar peso) a aplicação define o número de calorias para o dia;
  • Permite adiccionar actividade física, o que fará criar um saldo maior de calorias;
  • Quando fechas o teu diário alimentar, diz-te quanto pesarias ao final de um mês de acordo com o objectivo estipulado.

 

Para quem não gosta de ginásios e prefere o conforto do seu lar, pode instalar a aplicação Sworkit que também é gratuita e não exige quaisquer custos. Apenas precisa da vossa motivação e um espaço em casa.

 

Resultado de imagem para sworkit

  • Vantagens: Podes escolher tu o teu treino, definir o tempo, entre 5 a 60 minutos;
  • Tens 4 opções de escolha: cardio,força,alongamentos e ioga;
  • Podes personalizar o treino ou escolher vários circuitos da aplicação;
  • Tem imagens ilustrativas, dá-te o tempo de descanso e avisa-te quando vais iniciar o novo exercício.

 

Para as pessoas que não dispões de um relógio a monitorizar os km que faz (consoante o desporto que faça, desde ski, a natação, bicicleta,corrida), para mim, que já usei Endomondo, Runtastic, Runkeeper , e Nike, prefiro Sports Tracker. Raramente tem falhas no GPS. 

sportstracker

  • Permite monitorizar a actividade;
  • Podem criar percursos;
  • Podem ver as calorias gastas (aprox. acerta as calorias)
  • Podem ver os perfis de amigos;
  • Memoriza todos os treinos

 

 

Tabata Timer Cronometro: Se gostam de treinos de alta intesidade, e de criar os vossos exercícicios podem usar este timer. basicamente só tem de o programar. Imaginemos.Tabata Training consiste basicamente em 8 séries de um mesmo exercício com duração de 20 segundos para cada série com 10 segundos de descanso.

É um cronómetro já programado com o protocolo Tabata que te avisa (com um alarme) quando começar a série e quando descansar, sem que precises ficar sempre a olhar para  um relógio ou cronómetro comum, possibilitando foco durante a execução e assim um melhor resultado.

 Resultado de imagem para tabata timerResultado de imagem para tabata timer

 

Beba água Lembrete

Cover art

Para aquelas pessoas que têm dificuldade em beber água. Apenas tens de introduzir o teu peso actual e o Lembrete para Beber Água ajudar-te-á a definir, diariamente, de quanta água precisa o teu corpo. Quando tiveres acabado de beber um copo de água, terás de adicionar "um copo" à aplicação. Receberás um lembrete quando for altura do próximo.

 

 

Meu Orientador de Dieta

 

Cover art

É uma especie de life coach no vosso telemóvel.O Meu Orientador de Dieta serve para motivar, manter a pessoa no caminho certo consoante o objectivo que traçou, evitar que ceda aos desejos de comida e a não comer compulsivamente. Evita a preguiça do utilizador entre outros obstáculos para se fazer exercício utilizando citações motivacionais, diretrizes, desafios de acompanhamento, fazendo com que ganhemos recompensas virtuais por suas conquistas por meio de lembretes úteis com o seu objetivo e suas fotos motivacionais .

 

 

 

E pronto, estas são algumas das milhares de app's que existem. :D sintam-se na vonatde de explorar, mas as duas primeiras para mim são o complemento ideal

 

****

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D