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Aquela Runner Obcecada

Aquela Runner Obcecada

Insta Runners #MARILINE SANTOS <3

O mundo  da corrida é mais que correr, ir a pódios e ganhar medalhas, superar ou simplesmente terminar a corrida. É um mundo onde se conhece muita gente. Uma vez por semana irei dedicar a cada Runner (profissional ou não) um post e um questionário. Aprender com os outros e conhecer outros. Hoje foi a Mariline Santos. Uma miúda incrível, que já tive o prazer de conhecer. Leiam e percam-se com a genuidade e o sorriso lindo desta menina. A corrida para ela além de todos os desafios que acarreta ajuda-a noutros pontos mais sensíveis da vida. 

 

Olá! O meu nome é Mariline, tenho 19 anos (menos de um mês para entrar na casa dos 20 :p), tal como a nossa querida Miriam tenho um IG onde partilho a meu dia-a-dia, as minhas refeições, treinos, etc. De momento estou a estudar Contabilidade em Aveiro, último ano, finally eheh. O meu Ig pessoal é @mar.s.runner.

 

 


Quando começaste a correr e porquê?
Bem.. Desde sempre corri.. Inicialmente em Educação Física (como a maioria das pessoas né xd), algumas vezes nas férias com amigos e para mexer um pouco o corpo e não ser só alapar o rabiosque na toalha, apanhar sol e comer xd. Basicamente era isto, até conhecer o meu atual namorado.. Por alguma razão corríamos de vez em quando, porque nos fazia bem e apetecia, não por uma razão específica, mas foi a partir daí que a paixão começou a crescer, até que mais ou menos em Fevereiro deste ano, foste correr a um parque de uma cidade aqui perto e estava a decorrer uma prova de atletismo! Coincidência?! Talvez sim, talvez não. Costumo dizer que foi aí que me deu uma “luzinha”. Enquanto corríamos (sem atrapalhar a prova claro xd) disse-lhe que até gostava de entrar para o Atletismo, que já tinha pensado nisso, mas sem grande importância digamos assim.. E pronto, ele insistiu comigo para ir falar com o treinador de um clube perto da minha região e lá fui toda entusiasmada xd Quando dei por mim, nessa mesma semana já estava a frequentar os treinos. Sim, ainda sou uma novata nestas andanças, mas lá está a paixão já a tinha, mas ainda não a tinha descoberto.
Quantas vezes corres por semana? Nº de quilometragem semanal.
Por semana no mínimo 3 vezes, fazendo cerca de 18 km semanais (pouquinho, mas lá está! Novata xd) Nas semanas que consigo treinar mais vezes, umas 5/6 x, já passo a marca dos 40 km á vontade 

O que sentiste a nível de saúde com a corrida?
A corrida sem dúvida que me ajudou muito! Pouca gente sabe, mas costumo ter ataques de ansiedade, dor no peito, etc.. E a corrida ajudou bastante nisso. Não melhorei por completo mas a frequência com que tinha esses ataques reduziu, apesar de já estar a ser medicada.
De momento encontro-me também com uma depressão (daí também os ataques...Isto sim, raras são as pessoas que me conhecem e sabem xd) e apesar de estar a ser tratada, a corrida tem sido essencial para me ajudar na recuperação. Aliás, o meu psiquiatra disse que a corrida também ia ser muito fundamental para uma recuperação mais rápida, até me explicou com palavras mais científicas e termos médicos que não interessa estar aqui a nomear 



Sobre lesões a correr. Já tiveste? Quais e porquê?
Infelizmente sim.. Não se soube ao certo o que foi. Inicialmente desconfiaram de Tendinite no joelho, mas nunca acabaram por dar uma palavra em concreto... Também não apareceu de repente, foi aparecendo uma dor, porque nunca liguei muito a alongamentos e quando não ia aos treinos com o clube e treinava por mim, chegava a casa, alongava, mas nunca com a devida importância.

O que pensas em complementar outros desportos com a corrida? (musculação natação, outros…)
Sem dúvida que acho que a corrida deve ser conjugada com outros desportos! Musculação para reforçar, visto que ao corrermos “queimamos” músculo. Já a natação e bicicleta/ciclismo já acho mais fundamental, pois para nós corredores para ganharmos velocidade uma boa técnica é fazer treino cruzado, ou seja, correr e depois fazer natação/bicicleta! Por isso quem tiver disponibilidade, tempo acho que o deveria fazer 

Costumas correr em provas? Se sim, porquê?
Sim, como faço parte de um clube de Atletismo e sou Federada sempre que há provas e tenho disponibilidade o treinador inscreve! É claro que em todas as provas há sempre aquela vontade de vencer, de dar o máximo e ser competitivo, mas o que se vivencia é muito mais que isso! Conhecer pessoas novas (foi o caso da Miriam, conhecemo-nos pessoalmente numa prova), sentir aquela satisfação ao passar a meta, o incentivo das pessoas que estão lá a puxar por nós, a dar-nos força, o convívio, etc.... A isso sim eu chamo vontade de ir a uma prova, e não apenas o facto de irmos lá, correr e pronto.

 

Suplementação na corrida? Sim ou não? 
Pessoalmente não consumo.. Não tenho nada contra a quem consome. Apenas sou um pouco céptica em relação ao assunto e prefiro ingerir todos os nutrientes e vitaminas de que preciso através de alimentos 

O que é te faz calçar as sapatilhas e sair à rua para correr?
Faz-me sentir ativa, repleta de energia, motivada para superar ritmos/tempos/km anteriores, pois sei que por mais duro que for o percurso, por mais tempo que corra, por mais suada que fique, vou terminar o treino com ainda mais energia, motivação e principalmente acabo mais alegre... É complicado expressão um misto de sensações xd

Sentes que existe alguns preconceitos nas provas de atletismo quando comparamos mulheres e homens?
Não diria preconceitos, até porque a partir dos séniores ambos os sexos correm juntos, a mesma distância e percurso (na maioria das provas). Apenas há aquele pensamento geral de que se um atleta masculino correr com uma feminina que chega em primeiro lugar, mas lá está, são coisas que já veem de séculos e séculos atrás em que os homens é que eram os “fortes” e as mulheres eram o sexo “fraco”

A família e amigos apoiam-te na corrida? Se não esclarece porquê?
Mais ou menos tanto a família como os amigos xd! Até diria que os amigos foram mais “abertos” em relação á minha entrada no atletismo. Ao início foi mais complicado ter o apoio da família... Vinham com a história que era a mania das dietas e que queria emagrecer e bla bla bla. Não tentaram compreender que gostava mesmo disto e que queria ir com isto para a frente. Mas pronto, os meus pais já acabaram por me ir apoiar a duas provas e cada vez estão mais habituados á ideia de que corro porque gosto, porque me faz bem e porque quero melhorar, em tudo, em termos de Atletismo.

Qual é o teu objetivo quando corres? 
Os principais objetivos que sem dúvida é a nível pessoal e a nível de superação, superação para comigo mesma, e para me tornar melhor neste desporto, pois espero que dê frutos no futuro.
A nível pessoal, porque sei que me faz bem, liberto a cabeça, fico mentalmente mais leve. Gosto de me superar de treino para treino, comparar ritmos, distâncias, tempos, etc. A nível de competição nem tanto porque como ainda estou a iniciar sei que mesmo que faça a prova com o maior nível de confiança e competição, nunca irei ao pódio para já 

 

Se tivesses de dar 3 conselhos a quem quer começar a correr, quais seriam?

 

* Não o façam sempre com o pensamento na cabeça “tem que ser”, mas sim “eu gosto disto” ou “eu quero isto”.
*Comecem calmamente, sem pressas, principalmente se correrem acompanhados convém irem sempre ao vosso ritmo e não tentar acompanhar o ritmo dos outros.
*No fim alonguem sempre muito bem! Mesmo que corram 15/20 min, não interessa. Os alongamentos são fundamentais!

E por fim...

Se tivesses de desistir de correr porque seria?
Por algum problema/condição médica que impossibilitasse mesmo!! Falta de tempo pra mim não é desculpa!Mesmo que tenha tudo e mais alguma coisa para fazer, a semana repleta de tarefas, pelo menos 1 vez nessa semana teria de treinar! Parar, desistir, acabar com as corridas não estás nos meus planos!

 

 

E foi a Insta Runner Mariline :) 

20 factos sobre mim, só para descomprimir

Boa noite,

 

Este é um post para variar para me conhecerem melhor.ora vamos lá

 

 

1º Sou obcessiva-compulsiva: Sou o tipo de pessoa, que stressa com pequenas miudezas, migalhas na banca, uma nódoa na roupa, um poucinho de pó...E no final fico obcecada nessa limpeza extrema e depois chateio-me com a pessoa que sujou.

 

2ºTampas, rolhas - Tenho problemas em fechar as coisas devidamente. Ora não fecho os garrafões, os frascos, os tupperwares, bem basicamente tudo o que tenha algo que se fechar. Já tive problemas com isso, nomeadamente nas marmitas, acaba por sujar alguma coisa o que me leva ao ponto 1º xD

 

3ºTenho mau feitio- Embora não aparentar, tenho um feitio muito díficil. Por vezes consigo ser insuportável, mas depende da pessoa que fala comigo. Se me começar a irritar, provavelmente perco as estribeiras e digo coisas que não quero dizer .

 

4º Sou uma apaixonada por animais: Adoro animais. Muito por culpa da minha mãe. Sou capaz de chorar por ver um cão com a patinha partida e abandonado. Choro mesmo. Ainda recentemente encontrei um cão assim, que parecia mesmo infeliz e fui-lhe comprar um pão com fiambre... Não os posso levar para casa mas fico feliz quando lhe dou um pouco de carinho.

 

5º Odeio fazer compras- Andar no shopping e ver roupa, humm não não é para mim. Demoro imenso tempo e chateio-me facilmente. Mais pelos preços, após 5 horas de procura, encontro algo que adoro, mas depois ou não serve ou é caro demais, 

 

6º Odeio o verão e amo o inverno. Sim sou o caso anormal que odeia o Verão, não sei bem porquê, talvez por os meus momentos de Verão terem sido sempre marcados por más memórias . Gosto do Inverno porque sou uma pessoa que se gosta de sentir protegida no calor do lar, agarrada a um chá e a uma manta polar e a ouvir a chuva cair. Além do mais, corro melhor no Inverno que no Verão. 

 

7º Tenho claustrofobia- Odeio espaços fechados (não é o caso dos elevadores), mas sim sítios mesmo muito apertados em que não consiga mesmo mexer os braços e pernas. Entro em pânico, Também sinto isso quando estou rodeada de pessoas. Começo a ficar sem ar e a ficar nervosa.

 

8º Odeio carne de porco: Não como carne de porco e não é por questões religiosas ou de dieta. Durante muitos anos essa carne era a base de alimentação da minha família, até eu começar  ter opção de escolha. Nunca gostei muito e comia mais por obrigação. Sim., também não gosto de leitão. 

 

9º Dúvidas na escolha do curso: A minha vida de estudante foi marcada por inúmeras dúvidas. Sempre fui aluna de mérito, mas nunca tive a certeza do que queria. Quando tive anorexia, a escolha foi díficil porque a transicção para o secundário coincidiu com o internamento e entre outras coisas. Faltei a todas as sessões de aconselhamento e acabei por decidir que o primoridal era deixar a escola onde estava e ir para outra. Comecei do zero numa escola nova sem conhecer ninguém, com o intuito de entrar em artes, como não abriu fui para linguas e humanidades. Queria seguir jornalismo, mas acabei  para Turismo. Não gostei e fiquei um ano a trabalhar para voltar à Universidade. queria ir para ciências da nutrição, mas como não tinha as bases do secundário, acabei por ir para Técnica Superior de Justiça.

 

10º Sou viciada em manteiga de amendoim: Isto é verdade. Um kg de manteiga deve dar me apenas para duas semanas. À noite juro que vou sempre buscar uma colher. Babo-me literalmente.

 

11º Adoro música rock e já soube tocar guitarra. Vendi a guitarra para ter dinheiro e porque não tinha tempo de tocar.

 

12º Tenho um livro em stand by com a minha história, que um dia se me permitir irei acabar e possivelmente tentar editá-lo. 

 

13º Tenho medo de andar rápido no carro: desde que tive o acidente de kart (que fez com que quase um dos meus maiores medos se concretizasse, ficar paralítica), que tenho pânico a conduzir. Se virem um carro na AE a andar a 80/90 km por hora, sim sou eu . :p

 

14º Odeio pêlos: Sou a típica mulher que tem pêlos quase invisiveis, digam-se loiros e passa a vir a fazer depilação sem pêlo porque vejo pêlo everywhere. 

 

15º Sou viciada nos programas do TLC, adoro ver documentários e programas que falem sobre factos históricos.

 

16º Sou muito competitiva: Desde sempre me conheço competitiva. Na escola queria ser sempre a mais rápida e a melhor aluna. Hoje em dia ainda o sou, exigo muito de mim quando às vezes por factores externos e internos não consigo ser a melhor. É uma batalha comigo mesmo,  mas fico feliz quando consigo algo e depois não acredito que fui eu e desvalorizo-me. 

 

17º Demasiado perfeccionista no trabalho: Sou muito petulante no trabalho, exigente comigo e com os outros.Não sou uma pessoa que faça o trabalho mal, mesmo recebendo mal, dou o máximo e vou para a casa a pensar no que aconteceu e no que podia fazer melhor. Às vezes massacro o meu namorado com as paranóias do trabalho.

 

18º Odeio cor de rosa: Provavelmente já me viram de cor de rosa e já corri de cor de rosa, e já me vesti de cor de rosa. Não gosto mas permito-me a usar, porque fica bem e não por gostar.

 

19º Já tive medo de formigas: Sempre fui maria -rapaz. Adorava caçar caracóis e fazer corridas de caracóis e adorava insectos, mas por alguma razão (provavelmente um documentário que vi), fazia-me ter medo de formigas. Hoje em dia não tenho medo mas arrepio-me toda quando sai um monte desses bichinhos terra fora.

 

20º Durante muitos anos a relação que tinha com o meu pai era de pessoas  conhecidas. Quando sai de casa, saí chateada com ele, e após alguns meses fizemos as pazes e atualmente temos uma relação muito boa, de pai e filha.

 

 

The end :D ainda podia dizer mais mas ficavam cansados

Novidades, parceria com a Prozis

Prozis? Obviamente muitos de vós já ouviu falar, outros não e hoje venho dar a conhecer.

 

 

 

Nem toda a gente conhece o mundo da suplementação, e muita gente acredita que a suplementação não ajuda. Pelo contrário. A suplementação como o próprio nome indica serve para acrescentar algo que através da alimentação, ou por outros factores externos não nos oferece. Porém como tudo tem uma ciência é preciso saber utilizar, com cabeça e juizo. Um exemplo prático. De nada te adianta tomares um termogénico, se comeres um balde de pipocas e beberes litros de sumo. Percebem a ideia?

Adiante, que hoje não estou para ser chata, mas sim amiga :) A Prozis é uma marca de renome, que vende os mais variadíssimos produtos. Sempre fui cliente Prozis, e já preferia a marca antes de ser contactada pela mesma.Primeiro porque são super rápidos a entregar as encomendas, têm o melhor preço/qualidade do mercado (para mim baseando-me noutras marcas em que tive de ser reembolsada) . Tem uma coisa fantástica, que são os pontos que acumulamos com as nossas compras (entre as quais amostras de proteína e barras que são para mim um ponte forte que me fará escolher na compra final).

 

 

 

 

Recentemente lançaram uma gama de produtos direccionados para veganos e vegetarianos, bem como tem uma ampla variedade de refeições e sobremesas, produtos sem lactose ou gluten...O que é super bom, porque agradamos a gregos e troianos. A partir de agora, podem encomendar os vossos produtos consoante o vosso objectivo .

Ver aqui meninos: https://www.prozis.com/pt/pt/goals/goals-wizard?gender=m

Ver aqui meninas: https://www.prozis.com/pt/pt/goals/goals-wizard?gender=f

O que vos venho trazer.

Um cupão de desconto em todo o site da Prozis.

 prozis.com/kwk

MIRIAMM-PRZ10

Como utilizar o cupão? Quando entram no site, se forem registados basta fazerem o procedimento normal (login, password e é começar a adicionar os produtos ao carinho). Quando estiverem a ver os produtos conseguem ver toda a informação nutricional, técnica, recomendações etc. Se por alguma razão não houver um produto, eles avisam para o vosso email de registo no site a disponibilidade. Porreiro não?

Caso ainda não sejam ainda clientes, têm de se registar no site. Usar o cupão é muito simples. Quando tiverem o vosso carrinho virtual com coisinhas boas procedem ao pagamento. Muito provavelmente irão ter outros descontos que se puderem usar ainda melhor. No passo 4 do pagamento é só inserir no campo do cupão e automaticamente faz o desconto.

 

E pensam vocês... Ah ela está a fazer publicidade. Sim. Trabalho como administrativa numa empresa no departamento de compras, o meu trabalho além de outras responsabilidades é vender produtos ao cliente, neste caso com a Prozis vai além disso. Por saber por experiência a qualidade da mesma, para mim é um privilégio ser parceira e cliente, e por nunca ter ficado desiludida com a marca só tenho a dizer coisas positivas. E vocês já são clientes Prozis? Excedam -se a vocês próprios, sejam a vossa melhor versão.

#beyourowninspiration

Beijinhoo, duvidas mandem no FB que respondo logo :)

 

 

 

Sobre Lesões e como estou a lidar com elas

Boa noite,

 

Uau e a Miriam está viva! Após longas semanas sem publicar nada, por falta de tempo devido ao novo trabalho, entre treinos e ser uma fada do lar, eis que hoje decidi vir aqui dar um oi. 

 

Hoje falo um pouco sobre a minha condição física actual e sobre as lesões que todos nós conhecemos e que infelizmente me apanharam este verão...

É sabido pela maioria da população que as lesões são resultado de sobrecarga de treino/trabalho ou resultado de pequenos acidentes que impossibilitam o normal funcionamento muscular...

Bem no meu caso desde Abril, após as minhas quedas no trail da Lousã e após intensos treinos por falta de juizo na cabeça, aqui estou eu a lamentar a impossibilidade de poder correr, a impossibilidade de ir à tão afamada meia maratona do Porto que andei em pulgas para fazer e por burrice, não posso ir.

Vamos lá por miúdos...

 

Quando fiz o trail da Lousã, cai 6 vezes, sendo que a última, mais grave abri um joelho, ficando basicamente tudo à mostra. Durante 27 km corri com o joelho inchado e a sangrar, e o que fiz eu no final da prova, peguei na minha medalha, fui ao banho e fui para casa. Gelo? Desinfecção da ferida?Meter um penso ou uma gaze? Não... Perco demasiado tempo com isso. Não fiz absolutamennte nada. Meti gelo em algumas esporádicas situações em que fui obrigada tais eram as dores. Durante os dias subsquentes à prova continuei a treinar e por aí em diante... Andei realmente bem em muitas situações, mas em junho começaram a aparecer dor intensas no joelho e na coxa direita. A dor na perna associei às dores musculares derivadas do treino, e andava a treinar intensamente na pista pensei que fosse disso. O joelho começou a preocupar, mas aguardei que passasse. 

Acontece que o mês de Junho foi passando e as dores no corpo acumulavam... Pensei que estava a ter um problema com a recuperação muscular e eis que a Jéssica Augusto me recomendou um suplemento para recuperar mais rápido...Assim pensei...

 

Chegou-se Julho e com ele a prova da Costa Nova, a qual aguardei anciosamente  e mal raiou o dia, fui trabalhar com as típicas dores no corpo... E eis que a prova chegou e eu estava pior que um caco. Sentia dores intensas no joelho e comentei com os meus colegas que estava a pensar fazer um raio X ao joelho, a juntar à festa sentia as pernas pesadíssimas, muito doridas e sem energia... Sabem aquela sensação de dor aguda combinada com pernas extremamente cansadas após um longo dia de trabalho  e após correr uma meia maratona, foi assim que iniciei a corrida na costa. Com dores inexplicáveis e com o calor sórdido que se fez sentir. Terminei a prova em 8º lugar, fazendo um tempo de treino o que me deixou desolada e a chorar no fim da prova..

Os dias passavam e continuei a insistir nos treinos mais forte que nunca, mas sempre com dores, melhorei a alimentação e reduzi o numero de km's semanais,a  coisa ajudou, mas as dores persistiam. MIRIAM sua burra, sempre a pensar que eram dores musculares...

Em ínicios de Agosto, com o aproximar da corrida do festival do bacalhau, ponderei fazer uma massagem desportiva tais eram as dores e fui perguntando sobre eventuais locais para o fazer... Assim foi...

Primeira ida à massagem:

-contraturas nas costas;

-bursite no joelho ou edema;

-coxa direita mialgia...

 

Mas não não era nada disto...

 

Fui mais duas vezes, mas as dores persitiam e também não parei de treinar...

 

O dia da prova em Ílhavo, fui com quinésio nos locais doridos, ao 1º e 2º km entre os 3'38 km/min sempre a rir, quando começa a surgir a fisgada na coxa e o joelho começa a falhar...Não desisti pela força da minha cabeça, porque se fosse pelo meu corpo parava naquele 3º km... Terminei a prova em sofrimento, em 4º lugar e novamente com tempo de treino e a chorar... Terminei a mancar e corri quase a mancar...

 

Cheguei ao ponto em que, não, não é normal.

 

Pedi ajuda ao meu coordernador  e logo na quarta feira começou a levar -me para tratamento para um dignóstico mais certo.

Tinha/tenho uma hoffite no joelho, que se trata numa inflamação já avançada mas que felizmente passa com fisioterapia. Mesmo assim tenho de fazer ecografia para ver se não houve traumatismo, porque tenho os joelhos muito assimétricos e as rótulas a fugir para os lados...

 

Na coxa.. A razão das dores de meses, trataram-se de uma rutura muscular que eu ignorei associando a dores musculares, a que evolui para uma fibrose, que ao correr causa dor na perna desde o gémeo até à minha lombar, causando fisgadas e contraturas.. Descrevo com uma dor aguda...

 

Agora a melhor/pior parte...

 

A minha linda coluna de ferrinhos de titânio tem piorado a minha escoliose, sim tenho escoliose, tenho a coluna a ficar muito aos S. A minha assimetria nas pernas é de um cm à vontade e essa é uma das principais razões pelas quais as minhas lesões agravaram...

 

Soluções, parar 3 semanas para traanto intensivo, usar palmilhas ortopédicas, tratar as lesões e futuramente fazer sessões de osteopatia e a mais assustadora das mudanças será voltar ao bloco operatório, sim vou ter mesmo de ser operada e retirar o titânio porque tem prejudicado a 100% toda a minha vida, e sim não é impossível viver uma vida normal com próteses, mas ultimamente o meu corpo tem se ressentido e não é isso que se pretende... Ser operada pela segunda vez assusta-me de coração... Mas lá terá de ser...

 

E bem bem basicamente foi isto. Os treinos têm sido à base de caminhadas, bicicleta e trabalho de abdominal...Mas confesso que estou a ficar doida e meia depressiva com a ausência do running... Não sei explicar, mas tem sido díficil...

 

Por isso gente, não sejam como eu, não ignorem o corpo, não se enganem a vocês, se têm um problema vejam isso, ou acabam como eu, parada, obrigada a fazer tratamentos de fisioterapia e be-se lá mais o quÊ para poder fazer aquilo que mais gosto na vida, correr. Lesões há muitas, o corpo é só um, e basta uma lesão para vos derrubar.

 

Ouçam o corpo e respeitem-no, podem parar semanas ou meses, mas é pior parar o resto da vida,

 

Um beijinho e desculpem a ausência.

De estrada ao trail-o meu ponto de vista

Boa noite pessoas

 

Sim eu sei que ando desaparecida, porém por boas razões.

Primeiro arranjei trabalho, não directamente na minha área, mas próximo. Estou a gostar bastante e a aprender imensas coisas, além do benefício de ter colegas de trabalho espectaculares. Não, não é um trabalho de sonho, mas é um trabalho em que consigo ter evolução e é isto que vale mais.

 

Porém hoje quero falar sobre a minha experiência no trail da Lousã. Foi no dia 19 de Junho.

Acordei cedíssimo, às 5:00 da manhã para preparar o pequeno almoço do costume. Comi um crepe de alfarroba e aveia e bebi o chá do costume.Não tenho noção do que se come antes de uma prova deste género e comi isto e senti-me muito bem. 

Encontrei-me com o Zezão, o rapaz que foi comigo, deu-me boleia e trocamos ideias. Este ia ser o meu primeiro trail, sem treinos específicos, sem material, sem sapatilhas... Ia ser um bruto de um desafio. 26,6km e 2000 D+, mas como eu sou uma rapariga de ideias fixas, fui, já estava inscrita e queria desfrutar de um verdadeiro trail.

Encontrei-me na Lousã após uma curta/longa viagem mas sempre em conversa com o Zezão, com o pessoal do Beira-Mar. A maioria decidiu fazer o trail dos 26,6 km, a Mariza fez os 16 km e o Alex fez o ultra.

Eu de todos eles, estava ali um pouco desencaixada, caída de pára-quedas sem o equipamento mínimo. Creio que quem passou bastas vezes por mim na prova percebeu pela minha indumentária  e o facto de não levar água (cingir-me a abastecimentos), acusou que eu era uma caloira, uma deslocada. Mas senti que isso fez-me ser diferente de uma boa forma. Experimentar às mais mínimas condições demonstra algum tipo de força e resistência e nisso passei o teste, uma vez que passei a prova toda com o mínimo dos mínimos de água e pouco ou nada abasteci.

Nesse dia levei mochila de hidratação, que pedi a um amigo, confiou-ma e eu decidi às ultimas não a levar porque não sabia se conseguiria correr com ela. Basicamente deixei a mochila no carro, peguei nas duas barras que tinha e enfiei nos meus calções, ponderei levar o telemóvel, mas o peso dele fazia-me cair os calções e não queria andar na prova em cuecas . O telemóvel ficou e ainda bem.

 

Já na linha de partida, a nossa prova partia às 8:30 (o ultra partiu às 7:30), conseguimos tirar as selfies habituais, rezar as últimas orações e rir.A partida saia na vila da Lousã mesmo ao pé da pousada da juventude.Eu ia com um formigueiro e só pensava "Onde me fui meter!". Mas meti-me e quando soou a partida fui em modo flecha para ganhar algum terreno. Fiz o primeiro km a 3'58, por ser em estrada, ainda parei porque as meias começaram a escorregar e de repente aparece a primeira subida. Bem eu sabia que elas iam lá estar, mas não esperava que assim de repente.

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Mas pronto corajosamente enfrentei a primeira subida que de vertiginosa nada tinha, eu é que fiquei abismada porque pensava que não tinha capacidade de subir, mas consegui. Parti com o meu sensor de competição ligado como já é comum em mim, sou competitiva desde que me conheço, e pronto isto custou-me as primeiras quedas que eu tanto temia. Ora eu como sabem tenho as costas artilhadas, morro de medo de cair, antes prefiro estar a fazer queda livre de um avião. Mas adiante, a minha primeira queda foi modos elegante, fui caindo, levei uma garrafa de água que infelizmente perdi na queda e a partir daí sem água até chegar ao fim. Nesta prova era obrigatório levar um copo de água para podermos abastecer e eu consegui perder a única garrafa que tinha, mas como não pensei nisso levantei-me corajosamente e passado uns metros voltei a cair e cai uma outra vez e pronto assim contei umas quatro quedas e por ali fiquei. O sensor de competição começou a desligar quando me comecei a concentrar em desfrutar da bela serra da Lousã. Comecei a entrar nos trilhos, a ver as lindas paisagens, a flora linda e surreal e a pensar na dureza da prova, ainda nem tinha corrido 4 kms que e já estava a ver  que iam ser 26 km penosos, de uma imponência, uma serra a ser respeitada, um desafio a cumprir. 

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Na serra uma pessoa não pensa tanto em tempos, não dá pelo tempo passar, não olha para o relógio, simplesmente há uma relação com a serra e o atleta, existe um laço que une o coração da serra e do atleta. Posso dizer que em estrada não há lugar a grandes vislumbrações, os atletas em estrada vibram com o apoio do público, com a playlist que levam, com os objectivos que conseguem cumprir, num trail, existe uma panóplia de sensações, o sofrimento é atenuado com a beleza dos trilhos, o apoio dos atletas desconhecidos e conhecidos, a sensação de superação de desafio, há uma toda base de estudo e tempo de reacção. Em trail uma pessoa precisa de equacionar várias coisas, aparecem os obstáculos e temos de os confrontar num mínimo tempo possível. Senti isso inúmeras vezes. 

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Houve um km em que o pior aconteceu, cai de forma sonora e dolorosa. Não chorei, mas apetecia-me chorar. Caí de frente e com os joelhos no chão numa descida muito íngreme. Vinham uns 3 atletas atrás de mim. Vieram logo em meu socorro a perguntar se eu queria ajuda e eu só dizia que não, dizia para eles continuarem que eu conseguia levantar-me sozinha (mas não consegui levantar-me). Eles levantaram-me e eu estava a mancar, perguntaram-me se eu ia continuar e eu nem hesitei, estava ali para acabar, nem que ficasse ali o dia inteiro. Tinha o joelho a sangrar totalmente, com uma ferida bem aberta e achei sensato continuar para não arrefecer e as verdadeiras dores não aparecerem. Custou um pouco mas lá a dor foi dissipando conforme os km percorridos. A partir dessa queda fiquei medrosa e decidi abrandar nas descidas e comecei a ver que era bem forte nas subidas. Ganhava vantagem nas subidas e nos trilhos rolantes, nas descidas não tinha hipóteses. Não tinha sapatilhas adequadas e escorregava em tudo o que era sítio, valeu-me a flora com as suas grandiosas árvores... E algumas silvas que eu fui agarrando e que me provocaram umas belas mazelas na mão, mais sangue a derramar. Só pensava que eu era mesmo uma masoquista. Por cada obstáculo em que eu me deparasse dito perigoso soltava umas belas asneiras, não de ódio mas de euforia. Estava a viver o trail com todos os sentimentos e isso é impagável. Senti que a minha vida fora da serra estava atenuada, a tal relação, laço que falo que há entre o atleta e a serra.

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Por ocasião conheci a @elaeamarmita, a Geisa que consegui acompanhar durante uns bons kms. Esta é a praia dela digamos e que bem que ela esteve e que excelente pessoa que é, se não fosse ela, teria desidratado, Sim eu ia sem reservas de água... Basicamente consegui hidratar-me pouco por apoio de atletas que me deram nas orelhas por ir assim à "maluca". Mas para mim foi uma provação. Sou mais forte do que penso, e aguentei o calor como uma heroína, como uma verdadeira peregrina. Se pensarmos há muitos anos, os nossos antepassados não iam caçar com mochilas de hidratação nem com os mais modernos equipamentos, tinham uma elevada capacidade de sobrevivência e gestão natural, e acho que consegui durante 5 horas fazer o mesmo. Os abastecimentos foram uma mera passagem para mim, trinquei uma fruta, bebia um gole de água e partia em demanda em busca da meta. Queria conhecer mais e mais. Era entusiasmante e só ansiava chegar à meta.

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A serra da Lousã fez-me experimentar várias coisas, era muito técnica, havia locais em que tínhamos de pensar muito,locais perigosos, tivemos de fazer espécies de escaladas, algumas com protecção, outras com fé em Deus e a gritar aos colegas da frente e de trás para ter cuidado com as pedras soltas que nos podiam magoar e fazer cair ...

 

Houve apenas um lugar em que quase tive um acidente perigoso,muito por culpa das minhas sapatilhas e do terreno escorregadio. Havia um trilho rolante, apertado, já nos 20 e pico kms que exigia concentração. Mas quis ser rápida aí, sem hesitar corri depressa, creio que a 4'20 com a máxima cautela. Íamos em paralelo com um tanque de água e à nossa direita um verdadeiro buraco sem fundo. Os riscos eram grandes, um simples passo em falso prometia um acidente em escala. O verdadeiro desastre veio depois. No final do caminho abrandei. Tinha um pequenino pedaço de caminho que não era direito mas sim inclinado, escorregadio. E foi ai que senti o coração fora da boca, pois escorreguei e quase caí para trás. Foi assustador e nem pensei duas vezes. Decidi enfiar-me dentro do tanque de água e por aí fui até voltar a ter um caminho seguro.

 

Os km foram passando, encontrei pelo caminho dois atletas que foram a rolar comigo, e que me perguntaram como é que andava ali sem água. Olhei para o relógio e levava 4 horas a explorar a serra. Disse-lhes e eles disseram : 

-Tu até estas bem melhor que nós porque nós estamos a fazer a prova de 26 km

Eu disse:

-Então, mas eu também estou!

 

Ficaram chocados e para mim foi bom sinal. Decerto viram uma menina loira, ignóbil com calção cor de rosa, já toda assassinada, sem água, sem sapatilhas adequadas e pensar que eu ia a fazer a prova dos 15 km. Bem pois, mas não. E após pedir um pouco de água, encontrei mais uma subida que os deixou para trás. Afinal as meninas tem força e provei isso.

 

Olhei o relógio, 25 km. Bem estava dentro do limite dos kms que a prova prometia, mas ainda faltava. A partir dos 25 km senti uma euforia enorme. Pensava na meta, nos meus colegas que decerto já estariam à minha espera, senti um misto de tudo. Alegria principalmente. Tinha o joelho mais inchado que uma bola de futebol, pisaduras já bem salientes, terra por todo o lado, braços esfolados, mãos cortadas... Bem imaginam...

 

Os últimos metros foram feitos em estrada e o cansaço já se evidenciava, correr em terra e passar para o alcatrão causa uma diferença abrupta. Senti logo na minha coluna artilhada e houve uma altura em que parei e tive de me pôr em posição confortável. Eis que pensei "Acaba esta peregrinação"

Corri com todas as forças que me restavam, poucas ou nenhumas, corri com o coração, senti -me no topo da serra. Obviamente não cheguei em primeiro , nem em segundo nem nada que o valha mas cheguei em 9º lugar, mesmo com todas as adversidades e falta de meios, mesmo sendo a minha estreia, sendo um desafio de louvar e mesmo tendo sido cautelosa em diversas situações que me obrigaram a abrandar....

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Então para mim um trail mais não foi que uma provação da capacidade do ser humano em correr em terrenos improváveis, é uma sintonia com o atleta e a serra, é viver e respirar o ar puro da natureza, é amar o nosso país que tem tão belas paisagens, é sem dúvida uma comunhão entre a alma e o corpo. Saí da serra com uma leveza, não pelas calorias gastas, mas pela purificação que recebi...

 

Pareço uma profeta a falar, mas para mim o trail, neste caso o trail da Lousã, é algo que se vive e experiencia, é sem dúvida um desafio e a prova de que se somos capazes de enfrentar as mais duras condições atmosféricas, de terreno, de perigos, somos capazes de tudo.

 

O trail deu-me isto e muito mais. Nunca na vida iria ver aquelas paisagens daquela forma que vi, nunca iria aqueles lugares de outra forma... Simplesmente foi uma experiência única a repetir em breve em condições adequadas, e Lousã para o ano brindo-te a ti por ousares ser um misto de tudo e nada, tudo o que se pode viver de bom  e nada que seja expectável.

 

Se aconselho irem a um trail? Sim e sim. Desafiem-se e sejam aquilo que querem ser na serra, felizes e lutadores.

 

Boa noite.

 

 

É o caos e o terror, mas fui à BOSH

Bem, já estaria morta se não viesse aqui. Muitas vezes estes últimos tempos tenho pensado em publicar, mas quando a vida corre mal, não se consegue escrever nada em condições.

 

Hoje vim fazer um breve resumo do que se tem passado na minha vida, assim por alto.

 

O facto de estar desempregada tem me deixado mal psicologicamente porque sou uma pessoa activa. Então quando não se recebe subsídios a coisa fica agreste . Felizmente consegui arranjar uma espécie de part time para duas semanas, porque eu sou o tipo de pessoa, que faz quando tem de ser mesmo que isso me esgote fisicamente. Voltei a um café, no qual trabalhei há 4 anos, são uma segunda família e foi o meu primeiro emprego a sério. Fui para lá após ter desistido do curso em que ingressei em Coimbra. Um após após voltei para a Universidade e guardei com carinho estas pessoas.

Como o trabalho lá é frenético, comecei a entrar em modo piloto. Sofro de ansiedade e às vezes o stress e a correria fazem com que perca o apetite. Na primeira semana treinei bem e com cabeça, mas alimentação zerinho. uma verdadeira vergonha e na semana a seguir só veio a piorar.

 

Mas em jeito de resumo...

 

Semanas antes bati com o carro do meu namorado, empenei a lateral e risquei o carro. Tinha um carro, o meu opel corsa que decidi vender com o intuito de arranjar o do meu namorado, uma vez que acho que não faz sentido ter tantos carros e andar em dois diferentes. Por casualidade, calho-me conseguir fazer umas horas nesse café, e pedi ao meu patrão uma opinião sobre pessoas que fizessem trabalho de pintura e chaparia com preços acessíveis, o qual me disse que havia um rapaz que fazia preços muito acessíveis e que trabalhava bem. 

Ora eu andava com uma nota de 500 euros no carro, a qual era para pagar um tratamento dentário e para ir às compras, que foi ficando no porta luvas pois nunca encontrei a dentista. Numa segunda feira consegui falar com o tal rapaz que fazia a chaparia, que me acompanhou a ver o estrago para dar um orçamento... Disse que desempenar a lateral seria 20 euros e não mais que isso e eu disse-lhe então para levar o carro e fazer isso na oficina... Não me lembrava da nota de 500 euros no porta luvas...

 

Veio me trazer a chave do carro (felizmente). Desempenou a lateral sim senhor. Mas não cobrou nada, o que achei muito estranho. Mas como costumo simpatizar com os clientes, achei que fosse um gesto dele em não cobrar...

 

Quando sai do trabalho e fui às compras, fui tirar a nota do porta luvas... A qual (misteriosamente desapareceu). Sim porque o dinheiro tem pernas e foge dos donos. É só somar A mas B e temos um culpado, mas não existem provas, o que torna tudo mais difícil.

 

Expliquei esta situação, porque se passou na semana da prova da Bosh, a qual eu andava empolgada e feliz. A Carla Martinho ia de pacer e ia com a intenção de a acompanhar, mas esta semana foi difícil para mim a nível psicológico. Após este incidente, após ter sido ameaçada pelo sujeito (sim fui ameaçada), ter descoberto que afinal não era de confiança, o meu mundo desabou. Estar sem trabalho, ter vendido o carro com a intenção de ter alguma margem de manobra para poder viver enquanto não arranjava trabalho e ficar sem metade do mesmo fez -me ir abaixo. Se na primeira semana andava sem apetite, na segunda andava ainda pior... Perdi peso sim, perdi algum rendimento. Senti-me cansada, chateada, deprimida mas mesmo assim decidi ir à corrida da Bosh. Disse para mim que não era naquele dia que faria 40 minutos. Disse à Carla quando me apanhou que não ia fazer 40 minutos. Estava esgotada. Física e psicologicamente e por alguns momento durante a prova não pensei em marcas ou tempos, apenas reflecti sobre a vida e sobre o que aconteceu. Dificilmente consigo esquecer isto facilmente... Foi um golpe. Não tanto pelo dinheiro, mas pela maldade das pessoas,porque quando confrontei o rapaz referente ao dinheiro disse-lhe que era o único que tinha, que estava desempregada... Mas infelizmente nada disto o demove de confessar o que fez, para mais decidiu-se no direito de me ameaçar que me partia o focinho e prometeu-me umas facadas e que ainda traria a GNR ( ameaçou a mim e a um senhor que estava no café e me defendeu).

 

Hoje o post é uma espécie de desabafo, mas é um alerta. Eu sei que confio demais nas pessoas. Após ter tido anorexia a confiança desvaneceu, pois muitas foram as pessoas em quem confiava que fugiram de mim e ainda me destratavam nas costas. Confiar? Em quê? Nem na própria sombra quanto mais. A maldade está presente em cada esquina, em cada pessoa que achamos ser a melhor do mundo... Eu confiei e agora sofro com isso. Estive duas semanas a trabalhar quase como em vão, pois o objectivo era ganhar algum sustento, e não perder... Em duas semanas não recuperei nem metade do que perdi... 

 

A corrida da Bosh, com muita pena não cumpri o que me propus. Na semana do caos, os meus treinos foram todos muito difíceis de fazer.Não fiz com vontade e brio, fiz por fazer com mágoa, e com raiva. Sem energia, sem apetite, sem vontade. Desmotivada. Cheguei a pensar que ia à prova e fazer uma bela "merda", peço desculpa a linguagem, mas não. Não fiz merda, não sofri. Desde o inicio da prova tentei abstrair-me com os animadores, com os meus colegas, com o facto de saber que o meu pai ia experimentar pela primeira vez uma prova. Ri muito. Fisicamente tinha muitas dores, porque a meio da semana decidi fazer um treino desajustado, fiz insanaty e paguei caro, pois fiquei com muitas dores. No domingo da prova senti muitas dores e também decidi não forçar. 

Apesar de alguns contratempos (a prova demorou meia hora a sair), comecei bem. Arranquei com um sorriso e terminei com um sorriso. Comecei a 3'45 e garanto que não me faltou pulmões, faltou-me vontade e faltou-me um pouco de bem estar. Não queria puxar, não queria sofrer muito. Queria pensar na vida e nas coisas. Porque estava ali a correr após o azar que me tem perseguido? Quando sai da cama, sabia que não tinha vontade. Não tinha motivação para ir. Mas fui. Porquê? Porque na vida há que saber cair e saber levantar, eu aprendi da pior maneira o que é cair e ter de me levantar de seguida para procurar alguma paz comigo própria.

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O meu conselho a vocês que também tem azar na vida. O azar vem em todas as formas e feitios, mas a sorte também e a vossa vida depende dos momentos maus ou bons. Se não fossem os maus acontecimentos que tipo de personalidade teríamos? Por certo não seriamos resistentes à dor, não saberíamos como lidar com a morte, não saberíamos continuar em frente. Se tudo na vida fosse perfeito, seriamos uns meros robots, moldados para viver a vida de determinada maneira, iguais sem individualismo. O que nos molda, o nosso carácter é a capacidade que temos em enfrentar a vida, em poder experienciar desafios, em ser feliz, em gozar a vida e porventura passar maus bocados... Eu já passei por muitos maus bocados, e estar a mencionar tudo teriam uma imagem de mim muito diferente, de uma pessoa revoltada com a vida, mas ao invés disso, prefiro encarar as coisas com um sorriso e ser contagiante... Ter trabalhado no café há uns anos e ficarem felizes pelo meu temporário regresso foi enriquecedor. Pois ainda existe pessoas a quem devemos um sorriso e uma alma cheia. 

 

Sobre a prova:

-fiquei em 6 º lugar no feminino;

-115 no geral

-42 minutos

-ritmo médio 4'16

-RP aos 5 km com 20 minutos

 

Sorri muito e na meta ainda consegui ser croma e dizer a um animador " Não me apetece correr mais, estou cansada" -isto brincando

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Se a vida te empurra para baixo, faz algo por ti, levanta-te, novas oportunidades virão, enquanto elas não vem, sorri aos idiotas que te empurram e vive pois o karma encarrega-se de castigar os idiotas.

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Vamos falar da Wings?

Boas pessoal.

 

Já venho tarde e em más horas, mas ultimamente tenho andado muito atarefada. Hoje de manhã ainda estava na cama e ligaram-me para trabalhar, nem almoçar deu, deu deu às 18:30. Mas não vou dar desculpas. Hoje vim falar da prova global de ontem, a qual eu tive o privilégio de participar, graças à Sandra que desistiu e por isso pronto lá fui eu correr com um dorsal mal impresso. 

 

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Prazer sou a Sandra :D e ao km 21 era a Lídia ahahah 

 

Resumidamente a prova ocorria em simultâneo em vários países, com diferentes condições atmosféricas, de dia ou de noite. No nosso caso, Portugal partiu ao meio dia, com um clima entre a chuva forte e algum sol e muito vento. As receitas da Wings ( ou seja, o valor das inscrições, são destinados a encontrar curas para as doenças da medula espinal). Antes de ter o acidente de kart conhecia a prova e tinha curiosidade em participar, mas após o incidente, que resultou nas fracturas na coluna e pressão na medula, fiquei ainda mais tentada a fazer a dita prova. Na altura nem pensava em estar no Beira-Mar,não pensava correr a menos de 5'00/km ou mesmo menos de 4'00/km. Nunca na vida pensava nisso. Quando estava no hospital, sem me poder mexer só pensava se voltaria à vida normal, se podia ir ao ginásio, se podia correr... Basicamente antes de ser operada sentia medo. Tinha pânico de acordar sem poder mexer as pernas. O dia da operação foi surreal para mim...Lembro-me de estar a levar anestesia e a Sra. a administrar  a anestesia me perguntar como tinha arranjado tal carga de trabalhos...

Eu disse: " É o que dá não ter travões."

E ela : "Vais ficar bem. Já agora que unhas tão giras! "

Eu: "Sim, foram a única coisa que não partiram no acidente, a rap....

 

E adormeci. Foram algumas horas de operação... Quando acordei, lembro-me de estar numa superfície gelada e a escorregar... Mas lembro-me de mexer os dedos dos pés. Emocionei-me. Comecei a chorar de alegria, mas ainda meia anestesiada, a chamar pela minha mãe e pelo meu namorado. Estava feliz, Estava a mexer os pés e sabia que ia andar.

 

O caminho a percorrer foi difícil, demorei uma semana a aprender a caminhar, a sair da cama de forma correcta, a usar um colete... Devo dizer que insisti muito em chatear o fisioterapeuta e ainda bem que o fiz, porque no final da semana estava a receber alta.

 

Não querendo estar a falar do processo todo, quero explicar porque fui à Wings. Eu estive pertinho de não voltar a andar. Para mim teve muito significado. Fui fantástico ver pessoas a ir de cadeiras de rodas, foi surreal. Eu fui com a minha "prótese" que não me impede de correr. Não me impede de ser feliz nem de calçar sapatilhas e fazer bons tempos. Estou longe do que quero ser como atleta. Ainda tenho muitos km a fazer, mas posso sonhar?

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Disse desde a altura que fui inscrita, de que o objectivo eram 30 km e não mais que isso. Para mim ir ontem foi um treino. Fiz os 10 km a voar e os 21 km a voar, resultado de bom descanso e treinos variados. Há muitas coisas que tenciono melhorar, e isso começa num treino estruturado. 

 

Em todos os km me senti bem, a organização foi fantástica, parei em quase todos os abastecimentos, só não consegui comer, mas água, essa nunca faltou. Açúcar teve de ser de redbull porque mastigar era assim impossível, não consigo mesmo. Fiz uma pausa estratégica, parei na casa de banho, pois na partida não fui largar águas, xp só encontrei um wc aos 11 km penso. 

 

Foi um treino na medida em que não senti que sofri, não ia chateada, não ia preocupada com tempos, nem tão somente ia preocupada de parecer mal nas fotos. A minha meta eram 30 km de forma confortável. Houve pessoas a dizer que eu faria 42 km . Não faria. Primeiro porque iria sofrer muito para o fazer, segundo porque não era um objectivo que tivesse, fazer maratona nesta prova, terceiro, eu conheço as minhas limitações e 42 km ainda não é distância que consiga atingir para já. Para que conste só fiz 30 km uma vez por acaso e esta foi só a segunda vez. Fiquei satisfeita com a média 4'49 km , sabendo que parei na casa de banho, que parei nos abastecimentos e que parei para apertar os atacadores duas vezes (sim os malditos teimavam em chatear). Como disse a preocupação não eram tempos e sim a distância.

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Fui com um Sr. nos últimos 10 km. Basicamente fomos ao reboque um do outro. Já ia a correr para a média de 5'00/km, porque o carro ia longe e o vento estava forte como tudo. Achei piada a ele dizer que era a primeira vez dele a correr tantos km e ainda bem, grande conquista. Há ciclistas a dar-lhe bem nas sapatilhas. Começou a chegar a animadora a dizer que o carro meta ia chegar, já estava nos 29 km e tinha de ir aos 30 km.Olhei para o relógio e reparei que estava um pouco diferente das distância, então sabia que tinha tempo antes de o carro me apanhar, de facto quando cheguei aos 30 km, o carro demorou dois minutos para chegar, já eu andava a rolar de retorno à calma. 

 

30, 06 km foi a minha distância percorrida e os resultados seguem aqui em baixo.

Portugal : Categoria : 1º lugar

                  Geral Feminino : 11º lugar

Mundial :  Categoria: 35 º lugar

                  Geral Feminino: 290 º lugar

 

Geral (Portugal e a nível mundial ): 3399 ( num total de mais de 100.000 mil atletas a correr em todo o mundo).

 

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Posso dizer assim, foi um treino em peras.

 

O mais valioso da prova, foi a sua localização, ser no Porto, com paisagens lindíssimas, multidão fantástica,voluntários muito prestáveis, muita animação, uma equipa fantástica e pessoas que tive a oportunidade de conhecer, mesmo que só por breves instantes ( a Ritinha Costa e o Bruno o sr. dos M&ms) .Todos com objectivos diferentes. Foi fantástico em Portugal termos uma mulher a subir ao pódio a nível mundial no terceiro lugar, com uma marca de 58,80 km, que um dia se chegar à idade dela quero fazer. Muito treino até aos 36 anos ^^. António Sousa num fantástico 7º lugar masculino. Não posso negar a incrível força da Japonesa que ganhou, com uns incriveis 65 km. Mulheres, cada vez mais a mostrar o poder feminino. 

 

Foi a minha primeira vez, com um objectivo, treinar, correr sem neuras, sem me chatear muito, a rir-me, a cantar com o Miguel "Ela não anda, ela desfila ..." E parabéns ao Miguel que me pediu reboque e acabou por fazer mais do que queria. Conheci muita gente, ri muito, e sai de lá com um sorriso. Tenho pena que um dos meus colegas se tenha lesionado e não poder me acompanhar, mas para o ano há mais com uma meta maior.

 

Um resumo, uma equipa fantástica, uma cidade maravilhosa e cheia de vida e pessoas a correr por uma causa nobre. A quem nunca fez, que se inscreva. No próximo ano será a 7 de Maio, as inscrições estão abertas, e espera-se que se supere este ano. Angariou-se mesmo muitos milhões de euros!!!

 

A toda a gente que acha que não consegue correr, pensem naqueles que não podem, aqueles que quase ficaram sem essa sorte... A quem nunca pode correr desde o nascimento... Por todos aqueles que lutam de forma a conquistar grandes feitos, como ontem vi um sr. de cadeira de rodas que chegou ao km 35! A vida não tem impossíveis, somos nós que criamos dificuldades nas coisas, só depende de nós mudar as coisas, arranjar soluções e não desculpas.

 

Peço desculpa pelo post longo, peço desculpa. Mas estou emocionada. Em 31 de Agosto faço dois anos que corro com titânio nas costas e vou-me superando, porque eu sonho em ser a melhor versão de mim própria, provar que mesmo com dificuldades tudo se consegue. Não compito com ninguém. Se gostava de ser a Dulce Félix, a Carla Martinho, a Vera Nunes, a Sara Moreira e tantas outras mulheres de topo, gostava pois, admiro-as imenso, mas não compito com estas meninas incríveis, mas sim comigo própria. 

 

Um grande obrigada ao Beira Mar Atletismo que me acolheu e tem sido uma família para mim. Obrigada mesmo.

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E por hoje é isto. Desculpem a maçada 

 

*****

 

Coisas que acontecem quando desmotivam e param de se preocupar

Bom dia maltinha

 

 

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Ando mega desaparecida, mas por boas razões e por más também como tudo. Mudanças, procura de trabalho, treinos. Ás vezes não há energia suficiente para pensar já à noite que é quando tenho tenho para escrever. Se for para escrever, que seja algo em condições e não meras palavras, pois não foi para isso que criei o blogue. Tentarei ser mais activa claro e potencialmente irei continuar a tentar acabar o livro que comecei há uns anos sobre o problema que tive . (sim eu comecei um livro e sim já tem capítulos)

 

Hoje decidi abrandar a procura de trabalho, pois espero uma potencial entrevista de um doutor, e vou fazer figas para ter sorte, pois ultimamente ela desapareceu. Mas há que ser positivos. 

 

Hoje venho falar sobre uma coisa que acontece a toda a gente. 

 

Estilo de vida reúne as seguintes condições para mim:

-comer bem, comida saudável sem grandes restrições e sem fundamentalismos;

-fazer deporto;

-dormir bem;

-ter um bom ambiente de trabalho:

-ter vida além do estigma SER SAUDÁVEL;

-ser feliz;

-ter amor-próprio;

-energia...

etc...

 

No entanto, mesmo apesar de nós gostarmos de praticar desporto, há sempre uma altura em que começamos a ficar cansados e desmotivados. Antes que isso vos aconteça, digo o que acontece, quando decidem desistir um pouco de se preocuparem e deixarem-se ir pelo ritmo frenético da vida do comum mortal:

 

1) Os níveis de açúcar no sangue disparam

Existem estudos, que explicam que quando a pessoa acaba de comer, o nível de açúcar no sangue aumenta e isso acontece com o objectivo de se armazenar glicogénio nos músculos para ser usado como fonte de energia. Se a pessoa optar por ser sedentária, imaginemos, estão 5 dias só a comer de papo para o ar, não gastam o glicogénio, claro que a taxa de glicose começa a aumentar e o risco de terem problemas cardíacos e ficarem mais propensos a ter diabetes. Por isso, mesmo que a preguiça vos ataque, façam uma caminhada de 30 minutos para manter o corpo em movimento, mais vale pouco movimento que nenhum.

2). Cansar-se com muita facilidade

Um exemplo prático. Quantos de vocês têm férias ou vão de férias, após retornar ao trabalho sentem-se mais cansados. O ideal das férias é o descanso, óbvio, mas quando voltamos a trabalhar, até voltar ao ritmo demora. O mesmo se passa se não fizerem desporto. Isto acontece porque o VO2 max. diminui em 20 %. E o que é esta sigla, esperem que digo já. É o volume máximo de oxigénio, isto é, o máximo de oxigénio que o corpo consegue metabolizar para realizar uma actividade, basicamente, por miúdos, é um avaliador da nossa capacidade aeróbica. Se ela quebra, isso reflecte-se na nossa  energia, ficamos mais cansados. Outra coisa que acontece quando paramos de praticar desporto, é que as mitocôndrias perdem-se, e elas mais não são, substâncias que permitem que o oxigénio se converta em energia para os músculos (por isso é que oxigénio vem acima da hidratação). Para evitar isto, se precisarem de um tempo para parar o desporto, pensem que depois quando voltarem vai ser mais difícil recuperar este processo, demoram mais tempo a recuperar as mitocôndrias, basicamente param mais de 5 dias é logo caminho andado para subir um lance de escadas e chegar com a língua de fora.

 

3)Desvaneios/Compulsões alimentares.

Chega a uma altura em que começam a cansar-se de comer só brócolos, arroz branco, batata doce, frango... Comem guloseimas, preferem não perder tempo a fazer papas de aveias e pegam no chocapic e vai mais rápido. A verdade é que manter um padrão de alimentação limpa e cuidada não é fácil, exige dedicação, tempo e criatividade, porque sejamos sinceros, comer todos os dias papas de aveia ao pequeno almoço pode cansar e dá trabalho, mas depende da pessoa. Há quem adore papas de aveia, mas é criativa e pode comer todos os dias e fazer de forma diferente. Ora mas há sempre um dia em que não vos apetece preparar assim um prato nutritivo e pronto, comem uma sandes ou pedem uma pizza, ou vão ao take away. Claro isto não é grave, grave é quando o fazem durante um longo período de tempo, e até continuam a fazer desporto, mas continuam a comer sem preocupações... Cansou, faço exercício e queimo tudo. Apesar de queimarem sim, a verdade é que não oferecem nutrientes adequados para a prática desportiva, um panik de chocolate ou uma panqueca de aveia com chocolate com 75% de cacau sabem os dois igualmente bem, mas em termos de energia disponível, a panqueca da-vos, aliada a outros benefícios. Eu já falei sobre compulsões alimentares e é bom relembrar. Ter uma alimentação saudável, para ser prática no dia-a-dia não é fácil, mas não é impossível. Não deitem o trabalho a perder por um pacote de bolachas, não se esqueçam que podem sempre fazer cheat meal, ou cheat day. O ideal é : Não façam desporto para comer!

4) Irritabilidade/Depressão

Já todos conhecemos aquela sensação de bem-estar pós exercício. Certo? Claro. Quando fazemos desporto, produzimos as hormonas que nos permitem estar felizes e bem-dispostos, as belas das endorfinas. Se pararem tanto tempo, obviamente que não há a produção dessas meninas. Convém não abusar delas, mas não é preciso cortarem a vossa "droga", porque vão andar mais irritados, furiosos com o mundo, querem bater no vizinho, no cão, no gato e até falam para os móveis... Vão dar uma corrida, levantar pesos que a tristeza passa, ou então façam um burpee, tão depressa estão em baixo como em cima.

 

5) Tensão alta.

 

Em dias em que estamos mais parados, a tensão arterial tende a ser mais elevada. Já ouviram a frase "Eu tenho tensão de atleta?" Tensão de atleta é uma tensão a tender para a baixa, ou o mais normal possível. Eu posso dizer que sofro desse mal de tensão baixa, sempre tive, porque sempre fui activa. A minha tensão anda nos 10, 11 e não muito mais que isso.

Imaginemos que paramos duas semanas. Os vasos sanguíneos adaptam-se ao estilo de vida sedentário, e como consequência as artérias e as veias ficam mais endurecidas, logo, obviamente a pressão arterial atinge um nível similar ao de alguém cuja vida é sedentária. O ideal é voltar a praticar desporto, porque com isto o coração trabalha mais, logo há mais bombeamento de sangue, logo os vasos sanguíneos ficam mais flexíveis e a pressão arterial diminui.

 

6) Flacidez e aumento de gordura.

Se paramos tanto tempo, é normal que o metabolismo abrande certo. Dormir e descansar e mais nada. Nem pensar subir escadas, vai-se de elevador e quê? Atravessar a passadeira a 100 metros, cruzes que medo...Se param de estimular os músculos o que acontece, ficam mais moles... Não há estímulo começam a perder massa magra, óbvio, e o que ganham? Isso mesmo, flacidez. Perdem peso sim, mas ficam com um aspecto mole sem graça, tudo abana... Não há nada como um braço durinho, uma barriga durinha (não tem de ser definida nem super lisa, mas já vi homens e mulheres com algum peso a mais mas com uma região abdominal forte porque treinam...). Podia dar exemplos de pessoas que pararam de fazer desporto mas manteram uma alimentação saudável, porém ficaram mais leves e com aspecto de mais pesadas porque simplesmente ganharam gordura e perderam músculo. O músculo ocupa menos espaço. Eu dou um exemplo, mantenho o mesmo peso, mas as calças estão mais largas, visto praticamente um 34 de calças... Mas é músculo, porque estímulo muito as pernas. No entanto tenho os braços, não são tão trabalhados, tem um aspecto magrinho e mais flácido... Entendem? 

Há muitas consequências de se parar o desporto. Não digo todos os dias devem treinar, até porque eu treino 4 x . Mas não parem, mexam-se mesmo nas lides da casa, no trabalho. Tudo é válido. Ser sedentário é pior que alguém que fume e pratique desporto acreditem...

Fazer desporto, ser activo é algo natural da pessoa, do ser mortal comum. Os homens das cavernas não tinham TV, não tinham wi-fi,não tinham supermercados... Get it? Eram top definidos :D Claro também faziam cutting o ano inteiro ^^. O que quero dizer é, saiam do sofá, façam um bolinho, façam exercícios,passem o cão, passem o porco da índia, brinquem com os filhos... Ser sedentário é escolher ser infeliz, é escolher morrer numa cama de hospital, é preferir andar a comprar mil medicamentos, é escolher ficar num lar a apodrecer, é escolher andarem furiosos com a vida, desanimados, infelizes, sem amor próprio... 

Querem viver bem e com qualidade? Façam desporto e comam bem, isto é ser feliz e ser saudável, porque ser fitness não é ser todo definido, é ter a escolha de respeitar o corpo e a vocês mesmo, é dar qualidade de vida à mente e aos que vos rodeiam.

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Beijinhoss ****

O Grande Dia e Reflexões

E eis que hoje foi a meia maratona de Aveiro. Em primeiro lugar, devo dizer que não fiquei feliz com o tempo, pois sei que noutras condições fazia o que me tinha proposto. Não esperava fazer o tempo para o qual treinei, porém também não vou amargurar com isso, porque foi erro meu e não se repetirá.

 

Ontem tive prova na Branca, Albergaria-a-Velha, e eram 8,200 metros. Mas desses km, a maior parte era a subir. Não gostei e não quero repetir,porque para ir a provas que não me fazem feliz, fico em casa. Hoje na meia de Aveiro fiz um tempo de 1'37 min, fiquei 10 º classificada feminina, 7 º escalão e na geral fiquei em 223 no geral de 1300 atletas, federados, não federados etc. Já esperava não fazer bom tempo por muitos factores:

- na semana passada senti muita fadiga muscular devido ao volume de treinos e falta de estrutura;

-reduzi os km esta semana e senti-me relativamente melhor, mas ainda com dores;

-fiz uma prova antes de uma prova;

-descansei mal;

-automediquei-me

 

Hoje, a organização falhou muito nos abastecimentos, e não consegui abastecer aos 5 km, pois o abastecimento eram copos de água mal cheios. Peguei em 2 e disse uma asneira(peço desculpa) mas foi uma vergonha. Fui a desidratar até ao 10 km. Em provas longas e ainda por cima em dias de muito calor, a desidratação é pior do que não comer ou descansar mal, ou mesmo ter dores. Senti tonturas em algumas partes da prova e já a raciocinar mal. 

 

O que eu quero dizer com este post é, não dar justificações do que me correu mal. Mas sim salientar o que podia ter acontecido se eu fosse consistente nas coisas e fosse um pouco ao encontro de alguns conselhos que me dão. Alertar que são alguns excessos que nos fazem perder tudo, e felizmente não me lesionei. Houve uma semana e meia que andei com dores no tendão de Aquiles, duas semanas antes da prova e também recorri à medicação, e pronto lá acabei por reduzir a carga e fazer gelo e a coisa foi ao sítio.

 

Agora coisas positivas *.*

Finalmente conheci a flyrunner do instagram, a Ana, e fiquei muito feliz com isso. Admiro-a muito, e é uma boneca lindíssima que hoje fez um brilharete na prova. :D sabia que me iria passar mais tarde ou mais cedo, por isso minha linda os meus parabéns, és uma guerreira e motivas-me muito que nem tens ideia.

 

Em segundo, o apoio do Miguel, o Moura foi sem dúvida importante para o resultado final, porque eu confesso que hoje estava mesmo muito mal fisicamente, dores, pontadas nas pernas, nas costas, desidratação... As condições mais idiotas que podia ter tido, mas ele apesar dos imprevistos que teve apoiou-me até ao final, e meu amigo na próxima meia maratona, juro a Deus que vou vingar e cumprir o objectivo, eu e tu. 

 

O meu namorado na meta foi impagável. Sei bem que ele não gosta muito destas coisas, e sei que faz imenso esforço para me acompanhar e apoiar neste meu vício. Ele estava lá e para mim foi a cereja no topo do bolo.

 

A amplitude do acontecimento. Posso dizer que para primeira meia a ocorrer em Aveiro, a dimensão foi imensa. Houve imensas falhas, na medalha,  na distância mal medida e abastecimentos  e outras como a falta de assistência, mas foi imensa gente, o que é de louvar, uma vez que Portugal é um dos países na Europa com uma taxa de obesidade elevada, para mim, ver as pessoas a fazerem desporto, a serem mais activas vale muito. Vi muita gente a ir para os 21 km, a caminhar, a ir mais devagar, a sofrer, mas que foram até ao fim. 

 

O que retiro desta experiência, boa apesar de  tudo, é :

-companheirismo;

-luta;

-conquistas

-felicidade...

 

Acabar uma corrida. Eu muitas vezes, em treino ou em prova questiono a razão de correr, questiono sempre. Mas sei que faz parte de mim. Para mim correr é viver, é sentir a chuva no corpo, o sol a bater, é ir contra o vento e mesmo assim conseguir bons resultados... Correr é isto e muito mais. É terminar mal ou bem. Eu posso um dia ter um dia mesmo mau e fazer uma má prova, mas sem dúvida que a termino, e com um sorriso no rosto, porque não há nada melhor que a liberdade de se correr. 

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A minha próxima prova será a Wings, não terá tempo definido, mas terá distância :)

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A razão de eu ir à Wings?

 

Simples. Após o acidente, e ver alguns relatos, defini que a Wings era uma prova que não iria faltar por uma razão óbvia. Além de ser no Porto, move muita gente. Acontece em muitos países em simultâneo e a causa é inerente a todos, correr por quem não pode. Eu vou celebrar o facto de ter tido a chance de poder correr, e a melhor forma é na wings junto da minha equipa.

 

 

E por hoje é isto :)

Uma questão de equilíbrio e respeito

Todas as pessoas têm fragilidades na vida. Levante a mão quem tem e levante  a mão quem não tem momentos maus na vida.

Posso dizer que aos 23 anos já passei de tudo...

Tive anorexia (quase morri), tive um acidente de kart (quase fiquei paralítica), queria estudar tive que trabalhar, quis coisas, tive que trabalhar mais... Mas hoje não faço esta publicação um muro das lamentações. Quero falar do equilíbrio.

 

Eu defendo que uma vida saudável tem de ter de tudo: comer bem, fazer desporto, estar bem psicologicamente, aproveitar a família e amigos...

Deixa de ser quando tornas a tua rotina/vida dedicada ao que consideras ser o melhor para ti. O que é bom para mim, pode ser mau para outros. Ninguém tem de ser um robot. Não devem existir padrões iguais para todos só porque sim. 

Hoje não quero ser a pessoa que dá importância ao que terceiros dizem, sem questionar as razões dos meus actos. Se tive um dia mau, amanhã será melhor. Não sou pior pessoa por isso, nem mais fraca nem maluca. 

 

A ideia que quero passar  é que não somos melhores que ninguém. Somos humanos, podemos sofrer num dia  a fazer algo que gostamos. Tudo é possível. Fico triste com rótulos criados. Eu tenho o rótulo. Eu tenho as minhas pancadas, as minhas fraquezas, os meus altos e tenho uma vida.

 

O desporto não é só uma parte de estilo de vida saudável, é uma premissa para estar com  pessoas, motivarmos-nos, lutarmos por objectivos, sermos fiéis a nós e aos amigos que nos seguem e que nos apoiam. Ter equilíbrio num estilo de vida saudável é não colocar uma determinada coisa num pedestal, não é rebaixar os outros  e atacar em momentos frágeis sem conhecimento de causa, um estilo de vida saudável não é só comer bem e ter uns deslizes de vez em quando, seguir uma rotina de treinos, é ter respeito por aqueles que tentam um pouco, gordos, magros, com limitações... É saber apoiar e saber respeitar quem procura viver bem com o corpo e com  a cabeça.

 

 

Se dizer que sofri a correr é porque sofri, mas sofria mais por não chegar ao fim, sofria mais se alguém que antes me apoiava desistisse de mim ao último fôlego, sofria mais se estivesse ainda na cama do hospital. Temos capacidade de expressar emoções e manifestar se assim for. Se hoje escrevo sobre isto não quero dar importância a tristes comentários ou tristes actos, simplesmente alertar que o que se diz num dia pode ter efeitos adversos. Escrevo hoje isto para as pessoas que são ridicularizadas por lavaras ignóbeis e se deixam ficar, porque ter um estilo de vida saudável além do físico e da mente, trata-se do respeito ao objectivo do próximo.Trata-se de aceitar erros dos outros sem escrutinizar e trata-se de não rebaixar quem não desiste de lutar, mesmo com lágrimas. 

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Bom fim de semana

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